As vantagens de ser um alienado

ET

Faz um tempo que parei de assistir e ler jornais e de acompanhar páginas de notícias no facebook e posso dizer que não fez a menor diferença na minha vida.
Comecei a reparar que aquela chuva de notícias ruins não me faziam bem e que eu precisava filtrar o que chegava até mim.
Tem dias que fico aqui pensando entre a diferença entre ser uma pessoa de fato bem informada, o que é louvável, e um caçador de tragédias que sai reclamando do mundo todo, vê as notícias só pra saber e não faz nada de bom pra melhorar o lugar em que vive.
Pessoas se vangloriam de serem bem informadas e saberem tudo o que se passa no planeta Terra e até além.
Ah sim, às vezes eu me sinto de fato uma ET nesse mundo. Aquele tipo de ET que procura por notícias boas, que me deixam feliz, que me façam parecer alienada perante a maioria que eu conheço, mas que me fazem ter mais esperanças de mudanças, ter mais fé.
Não são raras as vezes em que alguém chega pra mim e o diálogo é mais ou menos assim:
- Você viu o que aconteceu? Uma tragédia matou num sei quantos!
- Não vi não. E nem quero saber.
E a tal pessoa que veio com todo o gás comentar das notícias quentinhas me olha espantada como se eu fosse uma alienada ou estivesse dormindo há 20 anos que não sabe de algo que o mundo inteiro sabe. 
Falha minha. Quem sabe?
Honestamente eu não tenho a pretensão de dizer que o que eu faço é o correto, só é um modo diferente. 
Se as pessoas se sentem bem sabendo de tragédias, guerras e mais um monte de coisas, eu não entendo, mas procuro respeitar afinal escolhas são escolhas. E quem sou eu pra dizer que estão erradas? Ninguém.
A minha escolha foi me defender de coisas que me fazem desanimar, ficar triste e sem esperança e a cada dia mais eu tenho a certeza de que, pra mim, é o jeito que mais funciona.
E sabe o que de melhor aconteceu?
As notícias que vão me tocar de algum jeito o Universo dá um jeito de fazer chegar até mim. 
Eu não sei lidar com coisas que me deixam mal. Saber que algo aconteceu e não posso fazer absolutamente nada pra ajudar me dá uma sensação de tristeza além do normal. 
Talvez eu não seja tão forte assim. Talvez eu seja mesmo um ET que viva num mundo mais colorido. 
Já me disseram que isso é coisa de pisciano: querer ver um mundo mais bonito do que de fato ele é. Pode até ser.
Assim como eu não obrigo ninguém a vir pra esse meu mundo, não permito que ninguém me obrigue a sair dele.

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Palavras que me fizeram bem


No começo do mês eu cismei de fazer um projeto nas redes sociais do Blog: uma palavra por dia.
Ele não saiu exatamente como eu gostaria, mas fiquei contente de ter feito algo que inventei do nada e simplesmente comecei.
E justamente por ter sido feito no susto acho que de um projeto bem simples surgiram alguns aprendizados que vou levar para os próximos:

  • planejar mais na próxima vez: eu tentei escrever no dia em que iria publicar, nem sempre a hora que eu gostaria era a hora em que eu tinha mais inspiração.
  • imprevistos sempre acontecem: mais uma vez o planejamento me deu uma rasteira.. a internet teve uns dias críticos e o bendito 3G não dava para editar as palavras. Conclusão: o projeto ficou parado por dias.
  • espalhar o bem nunca é em vão: tentando fazer um projeto para espalhar o bem eu já me sentia bem somente com o fato de escrever algo positivo todos os dias.
Para os próximos projetos quero planejar melhor para não ter que parar com nada pelo meio do caminho. Fazer as coisas com antecedência, sabem? Pois é. A gente precisa tentar pra aprender algumas coisas. Assim é a vida.
Fica aquela mesma história de que não podemos controlar tudo, mas saber lidar com os tropecinhos sem desanimar. 

A última palavra do desafio não poderia ser outra senão Gratidão.
Sou grata a todos que chegaram na fanpage ou no Instagram, que curtiram, comentaram, leram. Me fez muito bem e espero, de coração que tenha feito bem para outras pessoas também.

Obrigada, Março, por ter sido tão cheio de aprendizados. Um mês para guardar no coração o resto da vida. 

Doe agasalhos, espalhe afeto

Logo depois de ter escrito sobre o desapego gigante de roupas e também em armários e gavetas que rolou aqui em casa, me deparei com essa imagem no Instagram do amado Felipe Guga
Fiquei aqui pensando no quanto eu realmente me sinto grata de ter onde dormir e como me agasalhar quando o frio chega. 
É sempre uma mistura de gratidão por ter a benção de enfrentar o frio e a tristeza pelos irmãos espalhados pelo mundo que infelizmente não terão as mesmas condições.


Hoje está um dia frio pra mim aqui no Rio de Janeiro. Pra muitos 25 graus não é nada, mas eu já me sinto congelando. Sou solar e não tem jeito.
Então quero pedir a você que ler esse post que possa agradecer caso tenha condições de enfrentar o frio quentinho e bem agasalhado e pedir para que, caso você tenha condições, ajude a quem não tem a mesma oportunidade.
Logo abaixo tem um infográfico da LBV (maio de 2016) com alguns dados dos quais eu nem desconfiava por isso achei importante deixar ele aqui caso outras pessoas também não tenham muita noção do que acontece aqui mesmo no Brasil nessas épocas mais frias:

Geralmente vejo essas campanhas mais perto do inverno, mas, mesmo que ainda esteja um pouquinho longe, todo dia é dia de fazer o bem.
Espalhe o bem, ele sempre retornará a você. 
Boa semana. 

Destralhar é preciso

essa frase serve pra muitas coisas na vida! haha
Sempre ouvi que é ótimo e terapêutico destralhar a nossa casa. 
Seja por causa da energia que precisa de espaço pra fluir livre, seja porque fazer doações a quem precisa é um ato de amor e muitos precisam mais do que nós, seja pra organizar e pronto.
Um belo dia acordei e resolvi que ía destralhar minha casa.
Olhei pro quarto e resolvi começar com meu guarda-roupas. Foram 3 sacos desses grandes de lixo. Passei pra todas as gavetas espalhadas e estantes. Mais 2 sacos. 
Depois fui para o armário de sapatos. 12 pares que eu não não usava há mais de ano. 
E a "penteadeira"? Tantos batons jogados no lixo semi-novos e com a validade vencida faz é tempo.
Diários, cadernos, documentos de 1789, livros e folhetos. Ufa!
Passei pra cozinha e os armários da minha mãe deram adeus a 3 sacos de tranqueiras, sim, também daqueles grandões de lixo.
E os eletrônicos quebrados?
Prefiro nem comentar!
Quanto mais a gente ia limpando mais iam brotando coisas absolutamente inúteis no nosso cotidiano. Eu estava praticamente me sentindo naquele programa Acumuladores! hahaha

Como começo a destralhar?

Na hora que a gente resolve começar a primeira pergunta que vem na cabeça é: por onde eu começo? 
Eu acho mais fácil pelos cômodos, mas pode ser feito também por "setores" como documentos, roupas...

As coisas tem sentimento

Calma, eu não estou maluca. Ok, eu sou um pouco sim, mas faz sentido, confia em mim!
A gente olha pra algumas quinquilharias que nos trazem lembranças e lá estamos cercados de sentimentos.
Para mim, a regra é clara: se o sentimento é bom pode ficar, se o sentimento é ruim, desapego é já! Um beijo pra você, Marie Kondo!

Dinheiro extra

Eita coisa boa poder lucrar quando achávamos que um investimento se transformou em prejuízo num é verdade? Benditos sejam os brechós, lojas que compram móveis usados e sites como o enjoei.

Coisas que a gente nem lembrava

No meio de tantas coisas que vamos comprando e ganhando acabamos descobrindo coisas das quais nem lembrávamos e estavam lá perdidinhas e nas gavetas. Achei 3 blusas que eu nem lembrava mais e uma bermuda praticamente novas. Sério!

Fazer o bem e desapegar

Uma das melhores coisas de fazer uma limpeza geral é se dar conta de que muito do que estamos acumulando pode ser útil para outras pessoas.

Fiz um guia que orientou a minha cabeça durante a arrumação. Deixo aqui, afinal vai que ele sirva pra alguém, né?

Um blog que super me ajudou na organização da papelada aqui em casa foi o Casinha Arrumada. Nesse post tem tudo detalhadinho sobre o que pode ou não ir pro lixo.

Seja no espaço físico ou dentro dos nossos corações, é preciso espaço para o novo chegar. Vamos desapegar do que não nos serve mais?
Bom dia!  

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