Quem você anda seguindo?

Ainda na vibe do post dos passinhos pra trás fiquei refletindo sobre os conteúdos que eu venho consumindo nessa tal Internet.
No Facebook eu já deixei de seguir tudo que não me ajudava a evoluir ou que não contribuía pra melhorar os meus dias.
Lá no instagram que é a rede social que mais gosto atualmente, pra não dizer que é a única... assim que criei um novo perfil meu foco foi seguir quem me inspira a ser alguém melhor, gente de verdade sabe?
Não 10 mil perfis que eu nem dou conta de acompanhar, mas aqueles poucos que eu sinto que valem o meu tempo, a minha atenção. Porque como diria Osho na frase ali de cima, se a gente segue gente demais 
E como o nosso tempo é precioso, minha gente... ele simplesmente não volta mais. Não há valor estimado para o tempo.
Nessa dança de cadeiras onde alguns saem das nossas "listas VIPs", amigos e parentes também podem (e devem) participar. 
Pra que continuar seguindo pessoas que despertam em nós raiva, medo, inseguranças ou que tiram a esperança com posts carregados de pessimismo?
Acredito que nós atraímos as coisas que chegam até nós.
Nossos pensamentos, nossos sentimentos e nossas ações, tudo contribui. Então por que não usar isso ao nosso favor? Por que não fazer uma bela faxina e deixar o caminho livre para o que é bom chegar? 
Seleção me parece uma boa palavra para essa situação. 
Por que não focar nas coisas positivas, em perfis que nos inspiram, em pessoas que tiram um pouco do seu tempo pra oferecer luz, conhecimento e verdade a esse mundo?
O que você consome importa. Sua saúde mental importa. Você importa! 
Você tem o poder de escolher quem seguir ou não.
E cabe perfis de humor nisso tudo? 
É lógico que cabe! Mas um humor leve, um humor que não precise ridicularizar os outros pra nos fazer rir.
E cabem perfis onde as pessoas não são good vibes ft. super felizes em 100% do tempo?
Sim, cabem! 
Gente de verdade tem altos e baixos na vida e isso é absolutamente normal, mas é direito nosso proteger nossa energia e nos afastar do que nos faz mal.
Fica aqui a reflexão pra você, quem você anda seguindo: aqueles que te dão energia ou aqueles que sugam sua energia.
O poder de decisão é nosso e o "unfollow", meu caro, é libertador. Acredite em mim!
Até mais! 💇

Morning Pages: mais criatividade e leveza


Deixa eu te contar sobre essa maravilhosidade que comecei a experimentar mês passado.
A primeira vez que vi essas tal de Morning Pages foi em um post da Maki. E fiquei bastante interessada, mas não tive aquele impulso de tentar sabe?
Pesquisei bastante e vi várias pessoas falando do quanto maravilhoso era esse método pra estimular a criatividade criado pela Julia Cameron.
Eu não vou negar que não coloquei fé que algo tão simples fosse capaz de fazer grandes mudanças. Sim, eu mesma, uma pessoa que ama escrever não acreditei no poder da escrita.
Eu sempre tive diários, agendas, mas era algo mais elaborado pra registrar as sofrências e as felicidades da vida.
Essa proposta nova de escrita livre despertou a minha curiosidade e resolvi pagar pra ver. Comprei um caderno e lá fui eu começar a nova técnica mirabolante.

Mas o que é essa tal de Morning Pages???

Traduzindo fica algo como "páginas matinais".
Pelo que eu entendi, de um modo bem resumido e direto: você acorda e senta em frente ao seu caderno (pode digitar também, ok?) e escreve 3 páginas todos os dias. Isso mesmo, não vale trapacear, tem que ser todo dia.
Não tem muita regra, o importante é soltar ali no papel, ou na tela caso você prefira o teclado, tudo que vier na sua cabeça, sem medir, sem se preocupar com concordância, acento, parágrafo, letrinha bonita. Só vai!
No começo é normal ficar meio "tá o que eu escrevo?". Escreva isso já pra começar! Afinal você pensou nisso, certo?
Comentei com uma amiga dia desses que eu sabia que pensava muita coisa, mas como é supreendente o que vai vindo enquanto estamos ali dispostos a escrever. E é libertador. Um peso que some das nossas costas assim que fechamos o caderno e vamos encarar um novo dia.

E isso é bom mesmo?

Acho que já deu pra perceber que tô bem encantada. Pra mim está sendo ótimo!
Desde o primeiro dia eu já senti uma diferença gigantesca na minha mente, ela simplesmente estava vazia em várias partes do dia.
Ué, mas isso não é pra estimular a criatividade e você tá feliz porque a mente estava vazia???
Espera que eu explico!
Minha mente é muito ultra mega hiper power acelerada e mesmo com meditação são trocentos pensamentos que eu não dou conta de processar.
Muitas vezes a minha cabeça até dói de pensar. Pode parecer meio doido isso, mas é a verdade! Juro! haha
Organizar as coisas aqui dentro dessa caixa pensante é meio complicado com toda essa aceleração. E eu tenho conseguido ter mais leveza e paz nos meus pensamentos e ideias. Num está mais a bagunça que era antes. Tanto que os posts aqui tem sido muito mais fáceis de serem criados.
Não é só uma ferramenta pra estimular a criatividade, é uma maravilhosidade para o nosso auto conhecimento também. Descobrimos que tem muito mais coisas guardadas no nosso subconsciente do que imaginávamos.

E você aí, já conhecia as Morning Pages? Pretende começar?
Boa semana!

queimando lembranças


Hoje não está sendo um dos dias mais felizes.
Ontem assisti perplexa o incêndio que levou embora o Museu Nacional no Rio de Janeiro.
Veio um choro misturado com tristeza e revolta.
"Como isso é possível?" eu me perguntava sem parar e ainda continuo me perguntando.
Como é possível que algo tão maravilhoso, tão importante para o Brasil e o Mundo foi reduzido a cinzas desse jeito?
O que mais dói em tudo isso é ver que o Museu pedia socorro por anos e estava sendo ignorado. Então, ontem, ele não aguentou mais.
Eu não sei de dados específico, eu não faço a menor ideia da dimensão do prejuízo que temos e, na realidade, nunca farei.
O que havia ali dentro tinha centenas, milhares de anos. E agora é nada além da lembrança dos que ali estiveram.
Lembro de quando eu andava dentro do museu e admirava o acervo magnífico, lembro dos sons que o chão de madeira fazia, lembro das crianças encantadas olhando e respirando a História.
Eu não sei explicar muito bem o que eu sentia ali dentro, era como se eu estivesse em casa. Uma paz diferente, uma paz que a gente só tem quando sabe o que é um lar. Complexo, porém real dentro do meu coração.
São referências, documentos, preciosidades que se foram e eu posso ver cada um dos meus professores de História devastados nesse momento tanto ou mais do que eu.
Eu não gostava muito de ler quando estudava e meu déficit de atenção não ajudava muito nas aulas em que os professores falavam sem parar, mas, curiosamente, esse déficit parecia não existir quando as aulas eram sobre a História do mundo e do Brasil.
Os livros eram encantadores demais, coloridos, cheios de informações preciosas e os mestres que passaram por mim eram fabulosos em seus conhecimentos. Além daquelas provas "decorebas", tinha uma professora em específico, Angela, que sempre aplicava um teste que era uma redação.
E ali eu me encontrava. Eram devaneios sobre as fabulosidades históricas que eu conhecia. 
Não só ela, mas outros professores me ensinaram que devemos conhecer o passado pra não cometer os erros no presente.
Se deixamos o nosso passado queimar, ficamos sem referências e assim esquecemos das atrocidades que aconteceram e também dos nossos triunfos.
Pelas coisas que a gente ainda vê e ouve, uma História que nos ensina a evoluir e que devemos seguir cada vez mais em um caminho baseado no respeito, no amor, na paz e honrar nossos ancestrais que sofreram muito antes de nós nunca fez tanta falta como hoje em dia.
É uma tristeza que vai além da compreensão. 
É uma dor na alma.

sobre saber pedir ajuda


Muitos de nós somos treinados desde cedo que o melhor mesmo é fazer tudo sozinhos. Quanto mais individualista e quanto menos pedirmos ajuda, melhor.
Então crescemos e nos vemos sozinhos com questões que não sabemos lidar: corações partidos, a escolha de uma faculdade, uma tristeza que surge do nada e nem sabemos identificar de onde vem...
Mas eu preciso dar conta de tudo sozinho! - repetimos muitas vezes, afinal é assim que os fortes e corajosos fazem.
E eu pensei assim tantas e tantas vezes e isso me machucou tanto ao longo da minha vida.
Meu coração foi partido e não foi uma vez só, foram várias. E eu não pedia ajuda, fazia piadas na frente dos outros enquanto esperava chegar em casa pra chorar sozinha.
Na escola quando debochavam de mim, eu me lembro que machucava umas 2000x mais do que eu demonstrava. Eu nunca pedi ajuda aos meus pais, nem falava que me colocavam apelidos. E eram os meus supostos amigos que faziam isso.
Fui crescendo acreditando que eu precisava ser mais e mais forte a cada dia, mas ao mesmo tempo minha alma parecia sempre sentir demais as coisas. Eu até que aguentava um tempo a postura de durona, mas por dentro estava lá em frangalhos, torcendo pra chegar a hora em que eu pudesse chorar e colocar as dores pra fora, sozinha é claro. Afinal, a gente também aprende que chorar é para os fracos.
Eu me via sozinha com tantas perguntas, tantas dúvidas, tantas tristezas que eu nem conseguia explicar, mas quando pensava em pedir ajuda, me sentia mal. Era uma sensação de fraqueza, de que iria incomodar os outros com minhas "reclamações".
Até que um dia eu estava em um dos piores dias de que eu posso me lembrar, e minha mãe me perguntou o que estava havendo. Eu não sei que bruxaria é essa, mas as mães sempre sabem.
E eu contei tudo que estava no meu coração. O que eu ouvi foi: "por que você não me contou? por que não pediu ajuda?!"
E essa não foi a primeira vez que eu ouvi isso de alguém.
Me vi como uma criança de novo tentando aguentar as coisas que não tinha como e por que?
Porque a gente não aprende que pedir ajuda também é ter coragem? 
Por que a gente não aprende que desabafar não é incomodar alguém? 
E eu digo do fundo do coração, sempre vai ter alguém pra ouvir. Sempre.
Não, não é aquela pessoa que pergunta como você está por educação, ou por tentar saber mais da sua vida. É aquela pessoa que pergunta como você está e seu coração pede pra você falar, mas você desiste na última hora.
Sabe quantas vezes eu pedi ajuda em momentos críticos e me negaram? Nenhuma. Era tudo caramiolas da minha cabeça. Não estavam ocupados demais pra me ouvir.
Quando estamos mal, ficamos cegos achando que não somos importantes, mas somos. Tem pessoas que querem nos ajudar, querem nos ouvir, querem nos dar a mão.
E nem sempre desabafar com os conhecidos é o suficiente, e nesses casos é a hora de procurar um profissional para nos ajudar. Tem muitos lugares que oferecem atendimentos gratuitos e com preços acessíveis. Mas deixo aqui um conselho, não é qualquer profissional, tem que ser alguém em quem você confia e com quem vai se sentir à vontade para abrir o seu coração.
Eu procurei. Faço terapia e a cada dia me descubro mais.
Pedir ajuda seja de um conhecido ou de um profissional não é vergonha, não é fraqueza, não é porque você não deu conta. É porque você é importante, suas questões são importantes e sua vida também e você merece receber ajuda.
Eu mesma ainda preciso ficar atenta quando estou bancando a wonder woman e falar: Viviane, você não está sozinha no mundo.
Até breve 💇