Sempre guarde seus favoritos


Semana passada meu Notebook deu um tiuti (hello, Mercúrio retrógrado! 💣) e eu fiquei alguns dias sem ele.
Assim que ele voltou, resolvi fazer uma limpeza nos favoritos que ficavam lá esquecidos no Chrome.
Pois bem, comecei!
Cada pasta que eu abria, era uma gargalhada. 
Eu fiquei um bom tempo ali analisando e tentando lembrar o porque eu tinha aquele tanto de links nos favoritos.
Artigos para a faculdade, blogs que eu acompanhava e nem existem mais, cursos que eu queria fazer (de desenho a astrologia), inspiração de decoração, ideias de temas para posts que eu nunca escrevi, receitas que eu nunca fiz...
Uma coisa especificamente me fez dar muitas gargalhadas: a pastinha da wishlist
Nada, absolutamente nada do que estava ali estaria numa lista que eu faria hoje. Como foi engraçado ver que todas aquelas coisas que eu tanto queria naquela época hoje não fazem o menor sentido na minha vida. A Viviane daquela época era bem mais consumista! Hoje estou bem mais de boas nessa questão. hahaha
Fiquei aqui me perguntando: será que se eu tivesse comprado tudo aquilo faria alguma diferença na minha vida hoje? Acho que não. Acredito que conforme eu fui mudando minha maneira de pensar os meus itens também foram mudando e talvez hoje muitas daquelas coisas estariam jogadas em alguma gaveta ou expostas pegando poeira sem passar nem perto de retratar quem eu sou hoje.
E as músicas?
Não tem jeito. Sou mesmo apaixonada por música.
Nessa pastinha sim... Ah, que nostalgia! E sim, eu ainda gosto de todas as que estavam lá. De algumas eu nem lembrava do quanto eu amava e, como dizem por aí, "amor verdadeiro nunca morre" e todo amor que eu sentia por cada uma daquelas músicas continua aqui. 💖


Nunca deixei de ouvir Matisyahu, mas não lembrava dessa versão pra música do Bob. Que coisa linda. Logicamente me emocionei ouvindo. Quantas lembranças uma simples música pode despertar em nós não é? 
Continuei ouvindo as músicas dele enquanto terminava de limpar o resto dos favoritos. 
Os anos passaram, eu mudei muito, mas muito mesmo. 
Os favoritos, os desejados, as metas, os assuntos interessantes, quase tudo mudou. 
É bom olhar pra trás e ver o quanto eu já andei. Mas uma coisa não mudou: a música sempre me ajudou a ter esperanças, sempre.

Não é a data, é a energia que colocamos nela


Estamos começando o quarto mês de 2018.
Eita!
Vou ter que dizer que se for parar para refletir acho isso meio assustador. 
É clichê, mas parece que foi ontem que eu tinha em mente algumas coisas pra fazer esse ano, mas ele começou tão insanamente desembestado e colocando por terra um tanto de coisas que eu ainda estou tentando ver como é que 3 meses puderam ser tão devastadores emocionalmente e, ao mesmo tempo, libertadores pra muitas coisas ruins as quais eu estava ligada.
2018 chegou mostrando que ainda tenho muito pra limpar nesse meu coração. Muito mesmo, vixe!
Acredito que nunca me percebi tão humana antes. É vulnerabilidade e sensibilidade como nunca vi. Não que isso seja ruim, ser vulnerável tem me ensinado cada vez mais que está tudo bem em ser humana, meio perdida nesse mundão e imperfeita.
No meio dessa sensibilidade e processo de alto conhecimento as tais sombras aparecem. 
A gente se assusta. São umas coisas "feias" que a gente deixa nas gavetas e brotam do nada! 
Todos os seres humanos tem, e se você ainda não se iluminou elas estão aí em algum lugar.
Mas não precisa ter medo, a parte boa é que quando elas aparecem é porque este é o momento de você começar a curá-las.
Escrever faz parte da minha cura diária. 
Todos os dias escrevo um pouco, é vital.
Mas deixa eu falar com você aí sobre esse ano.
Ele pode ter começado há alguns meses atrás e isso não faz a menor diferença. São só datas e nada mais do que isso.
Tudo que a gente se castiga cobrando que já devia ter feito porque já estamos no 4º mês e porque não deveria ter acontecido ainda.
Sim, isso mesmo que você está lendo.
Vamos tentar nos cobrar menos? 
Eu, você, nós, podemos começar a viver nossas metas agora mesmo se assim for o nosso desejo. 
Ou podemos adiar um pouco mais se a nossa alma diz que não é a hora.
Eu queria ter voltado com o blog há meses atrás, mas só consegui hoje.
A melhor hora é aquela em que estamos prontos.
E agora, depois de uma tempestade sinistra, eu me sinto realmente pronta pra esse ano.
Pronta pra aprender mais, pra me descobrir mais, pra ser alguém cada vez melhor pra mim em primeiro lugar, e para o mundo.
Assim caminhamos.
Feliz ano novo novo dia. 💖

As vantagens de ser um alienado

ET

Faz um tempo que parei de assistir e ler jornais e de acompanhar páginas de notícias no facebook e posso dizer que não fez a menor diferença na minha vida.
Comecei a reparar que aquela chuva de notícias ruins não me faziam bem e que eu precisava filtrar o que chegava até mim.
Tem dias que fico aqui pensando entre a diferença entre ser uma pessoa de fato bem informada, o que é louvável, e um caçador de tragédias que sai reclamando do mundo todo, vê as notícias só pra saber e não faz nada de bom pra melhorar o lugar em que vive.
Pessoas se vangloriam de serem bem informadas e saberem tudo o que se passa no planeta Terra e até além.
Ah sim, às vezes eu me sinto de fato uma ET nesse mundo. Aquele tipo de ET que procura por notícias boas, que me deixam feliz, que me façam parecer alienada perante a maioria que eu conheço, mas que me fazem ter mais esperanças de mudanças, ter mais fé.
Não são raras as vezes em que alguém chega pra mim e o diálogo é mais ou menos assim:
- Você viu o que aconteceu? Uma tragédia matou num sei quantos!
- Não vi não. E nem quero saber.
E a tal pessoa que veio com todo o gás comentar das notícias quentinhas me olha espantada como se eu fosse uma alienada ou estivesse dormindo há 20 anos que não sabe de algo que o mundo inteiro sabe. 
Falha minha. Quem sabe?
Honestamente eu não tenho a pretensão de dizer que o que eu faço é o correto, só é um modo diferente. 
Se as pessoas se sentem bem sabendo de tragédias, guerras e mais um monte de coisas, eu não entendo, mas procuro respeitar afinal escolhas são escolhas. E quem sou eu pra dizer que estão erradas? Ninguém.
A minha escolha foi me defender de coisas que me fazem desanimar, ficar triste e sem esperança e a cada dia mais eu tenho a certeza de que, pra mim, é o jeito que mais funciona.
E sabe o que de melhor aconteceu?
As notícias que vão me tocar de algum jeito o Universo dá um jeito de fazer chegar até mim. 
Eu não sei lidar com coisas que me deixam mal. Saber que algo aconteceu e não posso fazer absolutamente nada pra ajudar me dá uma sensação de tristeza além do normal. 
Talvez eu não seja tão forte assim. Talvez eu seja mesmo um ET que viva num mundo mais colorido. 
Já me disseram que isso é coisa de pisciano: querer ver um mundo mais bonito do que de fato ele é. Pode até ser.
Assim como eu não obrigo ninguém a vir pra esse meu mundo, não permito que ninguém me obrigue a sair dele.

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Palavras que me fizeram bem


No começo do mês eu cismei de fazer um projeto nas redes sociais do Blog: uma palavra por dia.
Ele não saiu exatamente como eu gostaria, mas fiquei contente de ter feito algo que inventei do nada e simplesmente comecei.
E justamente por ter sido feito no susto acho que de um projeto bem simples surgiram alguns aprendizados que vou levar para os próximos:

  • planejar mais na próxima vez: eu tentei escrever no dia em que iria publicar, nem sempre a hora que eu gostaria era a hora em que eu tinha mais inspiração.
  • imprevistos sempre acontecem: mais uma vez o planejamento me deu uma rasteira.. a internet teve uns dias críticos e o bendito 3G não dava para editar as palavras. Conclusão: o projeto ficou parado por dias.
  • espalhar o bem nunca é em vão: tentando fazer um projeto para espalhar o bem eu já me sentia bem somente com o fato de escrever algo positivo todos os dias.
Para os próximos projetos quero planejar melhor para não ter que parar com nada pelo meio do caminho. Fazer as coisas com antecedência, sabem? Pois é. A gente precisa tentar pra aprender algumas coisas. Assim é a vida.
Fica aquela mesma história de que não podemos controlar tudo, mas saber lidar com os tropecinhos sem desanimar. 

A última palavra do desafio não poderia ser outra senão Gratidão.
Sou grata a todos que chegaram na fanpage ou no Instagram, que curtiram, comentaram, leram. Me fez muito bem e espero, de coração que tenha feito bem para outras pessoas também.

Obrigada, Março, por ter sido tão cheio de aprendizados. Um mês para guardar no coração o resto da vida. 

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