nem de Humanas, nem de Exatas

fevereiro 15, 2016


Acreditei e ainda acredito que as pessoas deveriam unir suas potencialidades e conhecimentos para crescerem juntos. 
Aprendi a respeitar o diferente, a querer aprender mais e a dividir o que sei. Nenhum conhecimento se sustenta sozinho, ou até se sustente, mas o bom mesmo, de verdade, é compartilhar. É assim que a gente aprende que não sabe tudo e isso, ao contrário do que muitos pensam, é mais maravilhoso e aliviante
Tenho visto uma rivalidade crescente entre pessoas quanto à formação acadêmica. De um lado os de exatas, do outro os de humanas.
O quão pobre de coração pode ser alguém seja de qual "lado" for rejeita o ensinamento do outro?
É preciso mesmo escolher apenas um "lado"?
É preciso mesmo menosprezar o conhecimento do outro para exaltar o próprio?
É preciso mesmo pensar que é melhor por um ou outro diploma?
Prefiro acreditar que não, pois muito dos ensinamentos que a vida me deu não vieram de pessoas com diplomas.
Eu gosto de Vygotsky, Piaget, Wallon e Luckesi, mas também curto Platão, Tales e Pitágoras... 
Linguagem?
Bom, eu esqueço como se conjuga os verbos que não uso com frequência, não aprendi até hoje a usar a crase corretamente, tentei aprender a língua dos informatas, ensaiei um latim, me viro como posso no inglês, não tenho absolutamente nenhum jeito com francês, e uma paixão antiga é o espanhol (oi, sangue latino).
Dizem que quem sabe um pouco de tudo, não sabe nada de verdade.
Faz algum tempo que eu ouvi falar de um cara que dizem ser sábio e parece que ele disse "só sei que nada sei".
Eu vou conversando por aí, aprendendo e guardando na alma o que acho que me faz bem. Eu posso não saber muito, mas é justamente o aprender que me fascina. 
Não sou de exatas e nem de humanas, sou gente e não permito que um diploma me classifique e me exclua possibilidades.

"O diferente nos tira da zona de conforto pois nos obriga a pensar, não o igual."

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