amor não é fazer tudo pelo outro

agosto 22, 2018


Eu não entendia muito bem essa história de equilíbrio nas relações e isso me meteu em algumas confusões no decorrer dessa vida, tanto em relacionamentos quanto em amizades.
No fundo eu acho que todo pisciano não tem muito essa medida quando se trata de amor, a gente se doa, bate a cabeça, dói, mas num é de perder a esperança e logo tá apaixonado de novo. haha
Mas daí, depois de bater com a cabeça na parede pela 100ª vez, aprendi uma coisa importante. 
Esse tal de equilíbrio é muito necessário dentro das nossas relações. 
É uma matemática simples, mas não tem nada de exato e nem de frieza não! 
A fórmula é clara: o quanto você recebe em qualquer relação tem que ser proporcional ao que você doa.
Coisa de energia gerada, entende?
Se você está ali gerando energia o tempo todo e ainda mais sozinho o que vai acontecer? Mais cedo ou mais tarde essa energia começa a falhar porque você precisa trocar energia com os outros. Não é só gerar, tem que receber de volta!
Não tem nada a ver com jogo de interesse, ou de ficar regulando se tem que dar mais ou menos amor, tem a ver com dignidade. Se você não sabe o que é relação digna, dá uma olhada no canal do Arly Cravo, que ele dá umas puxadas de orelhas na gente fenomenais.
É algo que a gente precisa treinar pra perceber onde está investindo energia demais e não está recebendo nada em troca.
Uma hora essa doação chega a um ponto que a gente não aguenta mais. 
A frustração chega e, sem perceber, começamos a cobrar e cobrar. Mas pera lá, como assim cobrar? O outro nem pediu, foi a gente que foi oferecendo todo o afeto, conselhos, abraços e tudo o que achava que tinha de melhor sem nem deixava ele respirar.
Pior é quando cai a ficha de que estamos ali sozinhos nos doando cada vez mais e o outro não está devolvendo, e não porque ele é um vilão, mas porque nós não percebemos que nos anulamos querendo tanto oferecer o nosso melhor ao outro, muitas vezes por medo que ele vá embora e fiquemos sozinhos, que esquecemos que merecemos o melhor também.
É horrível saber que investimos mais na felicidade do outro do que na nossa. 
Dá uma sensação de ter sido meio tonto, né? Aquela vontade de virar a vítima do planeta vem numa carreira! Choramos, fazemos dramas, colocamos o outro como vilão e nós como os românticos incompreendidos. Quem nunca? 
Agora me diz, onde foi que aprendemos a nos colocar sempre em segundo, terceiro e até quarto lugar? 
Quem nos ensinou que amor é sacrifício integral pelo bem do outro? 
O amor de verdade tem leveza. E uma relação onde há desequilíbrio, a leveza passa bem longe.
Se a gente se doa demais, as chances de isso não ser amor são enormes. Não era amor nem cilada, era só carência afetiva. E de onde veio essa carência? Veio porque você não se amou primeiro e se esqueceu de si mesma pra ficar a disposição do outro.
Sempre temos tempo de mudar. Sempre!

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2 comentários

  1. Ai que texto inspirador Vi! Concordo 200% do que você falou. Só quando a gente dá um tempo e se distancia um pouco que a gente percebe os reais motivos das nossas ações. Falta de amor próprio gera tantas questões negativas... mas que bom que a gente sempre tem chance de mudar!

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    1. Sim sim, Claudinha! Eu que o diga haha
      Mas tem coisas que precisamos passar mesmo pra evoluir e perceber onde podemos melhorar e não repetir mais, né?
      Beijos!

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