Quem você anda seguindo?

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Ainda na vibe do post dos passinhos pra trás fiquei refletindo sobre os conteúdos que eu venho consumindo nessa tal Internet.
No Facebook eu já deixei de seguir tudo que não me ajudava a evoluir ou que não contribuía pra melhorar os meus dias.
Lá no instagram que é a rede social que mais gosto atualmente, pra não dizer que é a única... assim que criei um novo perfil meu foco foi seguir quem me inspira a ser alguém melhor, gente de verdade sabe?
Não 10 mil perfis que eu nem dou conta de acompanhar, mas aqueles poucos que eu sinto que valem o meu tempo, a minha atenção. Porque como diria Osho na frase ali de cima, se a gente segue gente demais 
E como o nosso tempo é precioso, minha gente... ele simplesmente não volta mais. Não há valor estimado para o tempo.
Nessa dança de cadeiras onde alguns saem das nossas "listas VIPs", amigos e parentes também podem (e devem) participar. 
Pra que continuar seguindo pessoas que despertam em nós raiva, medo, inseguranças ou que tiram a esperança com posts carregados de pessimismo?
Acredito que nós atraímos as coisas que chegam até nós.
Nossos pensamentos, nossos sentimentos e nossas ações, tudo contribui. Então por que não usar isso ao nosso favor? Por que não fazer uma bela faxina e deixar o caminho livre para o que é bom chegar? 
Seleção me parece uma boa palavra para essa situação. 
Por que não focar nas coisas positivas, em perfis que nos inspiram, em pessoas que tiram um pouco do seu tempo pra oferecer luz, conhecimento e verdade a esse mundo?
O que você consome importa. Sua saúde mental importa. Você importa! 
Você tem o poder de escolher quem seguir ou não.
E cabe perfis de humor nisso tudo? 
É lógico que cabe! Mas um humor leve, um humor que não precise ridicularizar os outros pra nos fazer rir.
E cabem perfis onde as pessoas não são good vibes ft. super felizes em 100% do tempo?
Sim, cabem! 
Gente de verdade tem altos e baixos na vida e isso é absolutamente normal, mas é direito nosso proteger nossa energia e nos afastar do que nos faz mal.
Fica aqui a reflexão pra você, quem você anda seguindo: aqueles que te dão energia ou aqueles que sugam sua energia.
O poder de decisão é nosso e o "unfollow", meu caro, é libertador. Acredite em mim!
Até mais! 💇

Morning Pages: mais criatividade e leveza

segunda-feira, 10 de setembro de 2018


Deixa eu te contar sobre essa maravilhosidade que comecei a experimentar mês passado.
A primeira vez que vi essas tal de Morning Pages foi em um post da Maki. E fiquei bastante interessada, mas não tive aquele impulso de tentar sabe?
Pesquisei bastante e vi várias pessoas falando do quanto maravilhoso era esse método pra estimular a criatividade criado pela Julia Cameron.
Eu não vou negar que não coloquei fé que algo tão simples fosse capaz de fazer grandes mudanças. Sim, eu mesma, uma pessoa que ama escrever não acreditei no poder da escrita.
Eu sempre tive diários, agendas, mas era algo mais elaborado pra registrar as sofrências e as felicidades da vida.
Essa proposta nova de escrita livre despertou a minha curiosidade e resolvi pagar pra ver. Comprei um caderno e lá fui eu começar a nova técnica mirabolante.

Mas o que é essa tal de Morning Pages???

Traduzindo fica algo como "páginas matinais".
Pelo que eu entendi, de um modo bem resumido e direto: você acorda e senta em frente ao seu caderno (pode digitar também, ok?) e escreve 3 páginas todos os dias. Isso mesmo, não vale trapacear, tem que ser todo dia.
Não tem muita regra, o importante é soltar ali no papel, ou na tela caso você prefira o teclado, tudo que vier na sua cabeça, sem medir, sem se preocupar com concordância, acento, parágrafo, letrinha bonita. Só vai!
No começo é normal ficar meio "tá o que eu escrevo?". Escreva isso já pra começar! Afinal você pensou nisso, certo?
Comentei com uma amiga dia desses que eu sabia que pensava muita coisa, mas como é supreendente o que vai vindo enquanto estamos ali dispostos a escrever. E é libertador. Um peso que some das nossas costas assim que fechamos o caderno e vamos encarar um novo dia.

E isso é bom mesmo?

Acho que já deu pra perceber que tô bem encantada. Pra mim está sendo ótimo!
Desde o primeiro dia eu já senti uma diferença gigantesca na minha mente, ela simplesmente estava vazia em várias partes do dia.
Ué, mas isso não é pra estimular a criatividade e você tá feliz porque a mente estava vazia???
Espera que eu explico!
Minha mente é muito ultra mega hiper power acelerada e mesmo com meditação são trocentos pensamentos que eu não dou conta de processar.
Muitas vezes a minha cabeça até dói de pensar. Pode parecer meio doido isso, mas é a verdade! Juro! haha
Organizar as coisas aqui dentro dessa caixa pensante é meio complicado com toda essa aceleração. E eu tenho conseguido ter mais leveza e paz nos meus pensamentos e ideias. Num está mais a bagunça que era antes. Tanto que os posts aqui tem sido muito mais fáceis de serem criados.
Não é só uma ferramenta pra estimular a criatividade, é uma maravilhosidade para o nosso auto conhecimento também. Descobrimos que tem muito mais coisas guardadas no nosso subconsciente do que imaginávamos.

E você aí, já conhecia as Morning Pages? Pretende começar?
Boa semana!

queimando lembranças

segunda-feira, 3 de setembro de 2018


Hoje não está sendo um dos dias mais felizes.
Ontem assisti perplexa o incêndio que levou embora o Museu Nacional no Rio de Janeiro.
Veio um choro misturado com tristeza e revolta.
"Como isso é possível?" eu me perguntava sem parar e ainda continuo me perguntando.
Como é possível que algo tão maravilhoso, tão importante para o Brasil e o Mundo foi reduzido a cinzas desse jeito?
O que mais dói em tudo isso é ver que o Museu pedia socorro por anos e estava sendo ignorado. Então, ontem, ele não aguentou mais.
Eu não sei de dados específico, eu não faço a menor ideia da dimensão do prejuízo que temos e, na realidade, nunca farei.
O que havia ali dentro tinha centenas, milhares de anos. E agora é nada além da lembrança dos que ali estiveram.
Lembro de quando eu andava dentro do museu e admirava o acervo magnífico, lembro dos sons que o chão de madeira fazia, lembro das crianças encantadas olhando e respirando a História.
Eu não sei explicar muito bem o que eu sentia ali dentro, era como se eu estivesse em casa. Uma paz diferente, uma paz que a gente só tem quando sabe o que é um lar. Complexo, porém real dentro do meu coração.
São referências, documentos, preciosidades que se foram e eu posso ver cada um dos meus professores de História devastados nesse momento tanto ou mais do que eu.
Eu não gostava muito de ler quando estudava e meu déficit de atenção não ajudava muito nas aulas em que os professores falavam sem parar, mas, curiosamente, esse déficit parecia não existir quando as aulas eram sobre a História do mundo e do Brasil.
Os livros eram encantadores demais, coloridos, cheios de informações preciosas e os mestres que passaram por mim eram fabulosos em seus conhecimentos. Além daquelas provas "decorebas", tinha uma professora em específico, Angela, que sempre aplicava um teste que era uma redação.
E ali eu me encontrava. Eram devaneios sobre as fabulosidades históricas que eu conhecia. 
Não só ela, mas outros professores me ensinaram que devemos conhecer o passado pra não cometer os erros no presente.
Se deixamos o nosso passado queimar, ficamos sem referências e assim esquecemos das atrocidades que aconteceram e também dos nossos triunfos.
Pelas coisas que a gente ainda vê e ouve, uma História que nos ensina a evoluir e que devemos seguir cada vez mais em um caminho baseado no respeito, no amor, na paz e honrar nossos ancestrais que sofreram muito antes de nós nunca fez tanta falta como hoje em dia.
É uma tristeza que vai além da compreensão. 
É uma dor na alma.