Checklist básica para Organização e Desapego

sábado, 21 de dezembro de 2019



Esse mês traz muitos sentimentos à tona pra nós.
Uns ficam mais tristes, outros eufóricos, mas se tem algo que eu sempre vejo é que nessa época somos tomados pela vontade de fazer o bem e por desapegar das coisas e dos sentimentos que não servem mais pra nós para começar o próximo ano com "a alma mais leve".
Bate também, pelo menos em mim e em várias pessoas que eu conheço, aquela vontade de fazer uma limpeza geral na casa pra começar o ano novo com ela bem organizada.
Separei alguns itens que vão me guiar nessa organização e vou deixar a lista disponível aqui:
  • Papéis: documentos, anotações, cadernos e agendas antigos, cartas e fotos (que não trazem boas recordações).
  • Roupas: minhas roupas, cortinas, toalhas, panos de prato
  • Livros e apostilas que já foram lidos ou que não despertam mais interesse
  • Móveis e Decoração: aqueles verdadeiros trambolhos que mantemos e não tem nada a ver conosco
  • Eletrônicos: celulares antigos, dvds que nunca são usados
  • Remédios: verificar principalmente as datas de vencimento e caso não sejam mais úteis jogar fora ou doar em um posto de saúde, por exemplo. 
  • Maquiagem e outros produtos de beleza: o vencimento, as embalagens vazias, 
  • Arquivos: cartões de memória, celular, computadores

Mas e depois de juntar as coisas todas o que fazer?
Eu sempre separo em cinco grupos principais: manter, consertar, vender, doar e jogar no lixo.

É impressionante a quantidade de coisas que encontramos nessas organizações.
Muitas que parecem ser inúteis hoje pra nós podem ser úteis pra alguém.
Descartar o que irá para o lixo da maneira correta também é muito importante como, por exemplo, as baterias de celulares que tem lugares específicos onde podem ser deixadas.
Afinal não existe "jogar fora" pois o que nós colocamos no "lixo" continua em nosso planeta.

👉 Se quiser mais dicas é só dar uma olhada nesse post onde eu falo um pouco mais sobre esse assunto.

💖Que a gente se liberte dos apegos materiais e energéticos e que haja espaço para o novo! 💖

Quando a vida fica sem cor

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Existe uma frase bem clichê que diz: a vida é da cor que você pinta.
Muito embora eu sempre gostei de colorir tudo, depois que minha mãe partiu desse mundo parece que a vida tem ficado sempre meio cinza. E eu odeio cinza pra ser sincera.
A impressão que eu tenho é que parece que os dias não tem muita graça, não tem a mesma alegria e nem o mesmo valor.
Então essa frase me veio na mente em uma dessas manhãs cinzas enquanto eu tomava café.
E eu olhei pra minha caixa de cor, que no caso são os sentimentos e ações.
O que eu achei? Vários e vários lápis cinzas. Eram eles que eu estava usando pra pintar o meu mundo há semanas.
Uma vez ouvi da minha mãe que eu já tinha sido triste tempo demais na vida e que eu deveria ser feliz. De acordo com o que eu acredito, de algum lugar nessa imensidão ela pode me ver e eu tenho certeza que ela quer me ver feliz com meus lápis colorindo o mundo de novo.
Quando perdemos alguém que amamos muito, sofrer é normal, chorar, viver o nosso luto é fundamental para seguir em frente com as nossas vidas.
Mas o perigo estar em nos agarrar as tristezas e perder o gosto pela vida, perder a nossa vontade de viver e de ser feliz de novo. E era justamente isso que eu estava fazendo.
E do que mergulhar nesse abismo de tristezas vai adiantar? Nada.
O que eu preciso mesmo é de "lápis de cor" novos.
A conclusão que eu cheguei é que eu posso acolher os meus momentos de dor e de tristeza sem deixar de ser alguém que vê o lado bom e colorido da vida.
É no equilíbrio entre as lágrimas de saudade e a vontade de me levantar pra fazer as coisas que eu amo, sorrir e até fazer as minhas piadas sem-graça que fazem todos rirem é que eu posso encontrar um caminho agora porque, por hora, essa é a melhor versão que eu posso ser.
Não vou exigir de mim uma felicidade falsa que serviria só para mascarar tudo e piorar ainda mais a situação.
É com um passo de cada vez que a gente consegue andar distâncias inacreditáveis.
Esse é o momento mais importante, a chance da minha vida de mostrar pra mim mesma que eu posso ser a minha melhor amiga.
E como eu sempre costumo dizer, caso você que está lendo isso sente que sua dor está pesada demais, procure ajuda.
Eu faço terapia e, honestamente, nem sei o que seria de mim sem ela nesse momento.

Algumas reflexões sobre o tal do autoamor

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019


Quanto tempo da vida ainda vamos buscar fora o que está dentro de nós?
Quanto tempo da vida ainda vamos acreditar que a palavra do outro é mais importante do que a nossa intuição?
2019 não foi nem de longe o ano que eu esperava. Eu olho para os lados e muitas vezes só tem eu e o meu cachorro. Quando estou cozinhando eu converso com ele. Peço até ideias.
Claro que ele não responde, ainda não cheguei nesse grau de loucura... Ainda... 😳😂
E eu não quero dizer que isso é ruim ou começar um dramalhão. Eu amo a casa cheia, mas eu também amo ficar sozinha cantando meus mantras e escrevendo.
Hoje eu acordei diferente. Quando me olhei no espelho eu percebi o tanto de coisa que eu vivi esse ano e continuo aqui.
Ah gente... Nós somos tão grandes e tão cheios de histórias... Quantas memórias nosso corpo e nossa alma trazem... Cada marca. Cada sinal. Cada cicatriz. Tudo tão lindo.
Como eu queria ver a beleza disso todos os dias. 
Nós somos tão melhores do que achamos que somos e tão mais sábios e nos ignoramos tanto... Tantas pessoas que amávamos foram embora das nossas vidas.
Tantas pessoas que disseram que estariam sempre ao nosso lado, muitas vezes dariam tudo para estar e não podem.
Então eu olho pra mim, pro meu corpo e vejo quem, realmente, sempre esteve comigo. 
Nem um minuto sequer ele me abandonou ainda que eu o tenha desprezado e odiado tantas e tantas vezes. 
Ele continua aqui funcionando, me levando a lugares onde eu jamais pensei que iria.
Talvez esse seja o começo da (re)descoberta do que, pra mim, é o amor próprio de fato.
E aqui continuo com o exercício Ho'oponopono. 
Limpando. Curando. Ressignificando.
✨💖Meu corpo e minha alma, lindos exatamente como são, eu sinto muito, me perdoem, sou grata, eu os amo. 💖✨

Diário da Gratidão

sexta-feira, 29 de novembro de 2019


Chegamos em Dezembro! Finalmente!
Que ano, meus amigos! Que ano! haha
Bom, eu já escrevi aqui no blog sobre a gratidão que é uma grande ferramenta de auto-conhecimento para nós.
Pra ser honesta, não é sempre que eu escrevo no meu caderno ou lembro de agradecer. É algo que ainda estou trabalhando.
Nessa época do ano a gente começa a fazer um balanço das coisas que aconteceram. 
Para alguns vem um sentimento de tristeza ou nostalgia, para outros a felicidade e a gratidão.
Esse ano não foi fácil nem pra nós e nem para o nosso país.
Tem horas que, realmente, a gente se sente perdido e acaba mergulhando no pessimismo. 
Isso é normal. O importante é mergulhar e sair. 
A esperança precisa estar presente nos nossos dias.
Resolvi escrever sobre as coisas pelas quais tenho motivos para agradecer e me veio a ideia de fazer uma lista com itens que achei importantes relembrar nos próximos 30 dias.
Deixo ela aqui caso alguém queira entrar desse desafio comigo ou se inspirar nela e criar uma pra si:

Que dezembro seja maravilhoso e que em nossos corações transbordem o amor, a leveza, o perdão e a paz.
Luz para todos nós! 💖

Espelhos e novas perspectivas

segunda-feira, 18 de novembro de 2019


Um dia a minha terapeuta me disse que eu era igualzinha ao meu pai e ela repetiu isso várias e várias vezes.
Nas primeiras vezes eu reclamei e bati o pé negando.
Com o ego inflado berrava por dentro: na na não! Sou de outra geração! Sou completamente diferente!
Depois eu me rendi.
Após minha mãe partir desse mundo ficamos só eu, ele e nosso cachorro aqui em casa e estamos tendo que fazer muitas adaptações e aprender coisas novas inclusive nas tarefas de casa mesmo.
Com os anos de terapia e com essa aproximação maior consigo perceber que praticamente todas as coisas que eu vejo nele e me incomodam eu também tenho e praticamente todas as coisas que eu me orgulho de ver nele, eu também tenho.
Aquela velha história do espelho, sabe?
Dia desses sentada no ônibus estava quase chorando ao ver pessoas morando na rua perdida em meus pensamentos e meu pai disse: como pode alguém viver assim?
Sim, a empatia tem hora que machuca nós dois.
Pegamos o ônibus que demorou 3 vezes mais do que o trem pra chegar onde deveríamos ir. E ele não me ouviu quando falei pra ir de trem. 🤷
Aprendemos igual!
Foi assim que ele me ensinou: nunca vá pela cabeça dos outros, mas pelo que nós mesmos pensamos e vivenciamos. E se erramos hoje, na próxima a gente vai ser melhor.
O coração mole.
A cabeça dura.
O bom humor até quando a dor sufoca.
A revolta com situações que não podemos ajudar.
A paciência que um cobra do outro e que nenhum dos dois tem. 😂
Tantas coisas...
Nós somos muito mais parecidos do que eu imaginava.
É uma honra ser parecida com alguém que eu sempre admirei a vida inteira.
É uma honra ser parecida com o herói que quanto mais humano eu vejo, mais eu admiro.
Tem coisas que a gente vê nos outros e mexem com nosso ego.
A teimosia é uma delas.
Eu sempre odiei gente teimosa e eu também sou. 🙆🤣
Mas essa tal teimosia pode se tornar uma grande aliada quando é olhada com amor e usada da maneira correta.
Olhe os seus pais, sua família... veja o quanto deles você carrega em si mesmo.
Somos muito mais abençoados do que podemos sequer tentar compreender. 💖

Quando chorar faz bem

segunda-feira, 14 de outubro de 2019


Tem certas emoções que a gente não consegue guardar.
Tanto dores quanto alegrias são capazes de despertar as nossas lágrimas.
Fomos ensinados que chorar é para os fracos. Os meninos da minha época foram proibidos de expressar suas dores através do choro porque era "coisa de menina".
As meninas, por sua vez, aprendiam que chorar era porque nós somos mais sentimentais que os homens.
Quantas coisas sem sentido nós aprendemos quando somos crianças...
Quem foi que inventou essa ideia absurda de que chorar é para os fracos? Alguém que não tinha coração certamente. 
"Engole o choro!"
"Chorar é coisa de trouxa."
"Homem não chora."
"Você precisa ser mais racional."
Frases assim são repetidas diariamente reforçando a ideia de que chorar é algo ruim.
Mesmo com o coração apertado a gente tenta não chorar. 
Chorar na rua então? Nunca! Que vergonha seria!
Se tiver que chorar, então que seja em casa. No quarto. Sozinho. Ou pelo menos foi isso que muitos de nós aprendeu.
A gente não chora por ser fraco. A gente chora porque guarda dores e sentimentos demais.
E o choro vem justamente pra nos ajudar a colocar tudo pra fora. É cura. É limpeza. É a nossa alma dizendo que está tudo bem doer, mas que temos que por pra fora isso.
Eu sempre fui chorona e me achava fraca por isso. Tinha vergonha de ser sentimental.
Na adolescência era chamada de EMO e era mesmo. Aliás até hoje eu ainda sou. haha
Aos poucos eu fui aprendendo que eu nunca chorei por ser fraca ou boba, eu sempre chorei quando o meu coração estava transbordando seja de tristeza ou de alegria.
Então hoje, pra mim, chorar é para os fortes. É para aqueles desde sempre foram preparados para se tornarem pedras, mas não se renderam e escolheram sentir.
Chore mais. Limpe as tristezas, as mágoas, as raivas. 
Você não é fraco quando chora.
Dê a si mesmo esse direito. Se acolha mais.
Depois de todas as vezes que eu chorei (e ainda choro) eu sempre me senti mais leve. 💖

sobre amizades que combinam com a gente de verdade

sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Quantas vezes a gente já fingiu ser algo que não era pra manter amizades ilusórias em nossas vidas?
O medo de ser verdadeiro e de mostrar nossas sombras nos faz criar um personagem. Esse afasta as pessoas que gostariam realmente de nós e traz aquelas que gostam do falso eu que criamos.
Quando nos mostramos, quando tiramos nossas máscaras o que sobra é o nosso verdadeiro eu.
É esse EU que traz as pessoas que tem a ver com a nossa alma de verdade.
Foi perdendo cada vez mais o medo de ser eu mesma que eu consegui amigos que gostavam de mim exatamente como eu sou.
Foi tirando as minhas armaduras primeiro que eu mostrei para aqueles que chegaram perto de mim que eles poderiam tirar as armaduras deles também.
A vida é um eterno aprendizado.
Antes eu dependia dos meus amigos pra ser feliz, pra me sentir útil e, muitas vezes eu fingia ser algo que não era pra agradar por medo de ser deixada de lado. Fingia que estava tudo bem estar disponível 24h por dia sempre pronta pra ajudar.
Uma hora eu cansei.
No longo caminho percorrido nessa existência tenho aprendido que temos que ser felizes sozinhos pois só assim o que vem dos outros nos transborda.
Esses são os amigos que tenho hoje: os que transbordam.
Não somos perfeitos.
Temos nossas esquisitices e não são poucas.
Rimos de piadas sem-graça para o resto.
Falamos de sentimentos, política, religião, e sobre o futuro. 
E no fim de tudo isso vamos para os nossos jogos e juntos desbravamos novos cenários enquanto rimos da vida.
Se eu tivesse que passar por todos os aprendizados e cair todos os tombos que eu caí até ter XP suficiente pra encontrar cada um deles, eu passaria tudo de novo.

Exercício do Espelho de Louise Hay

quarta-feira, 9 de outubro de 2019


A gente sempre escuta "você precisa se amar mais!"
Tem também aquela frase bem famosa "se você não se amar, ninguém vai te amar".
Mas como a gente começa? Por onde?
Pelo externo ou pelo interno?
Comece pelo básico: falando "eu te amo" pra si mesma.
Por parecer simples nosso ego vai tentar nos convencer de que não vale nada ou de que não fará uma grande diferença na nossa vida, mas não é verdade.
Foi assim que eu comecei.
Descobri um dos exercícios da Louise Hay famosa autora reconhecida mundialmente e pioneira do gênero autoajuda da literatura e de quem eu sou fã 💖.
O tal exercício parece bem fácil e simples pois tudo o que temos que fazer é repetir em frente ao espelho:
“Eu te amo, eu te amo de verdade”.

Pensei: isso aí é moleza, vou testar pra ver no que dá. 
E eu estava totalmente enganada e foi muito mais difícil do que poderia imaginar. 
Parecia que minha mente ía criando artimanhas pra se sabotar no exercício como, por exemplo, começar a buscar imperfeições no meu rosto e desviar a minha atenção. 
A gente não tem o costume de dizer o quanto gosta da gente mesma. Pelo contrário, estamos sempre passando por espelhos tentando reparar no que pode ser melhorado.
Então eu recomeçava o exercício e olhando diretamente nos meus olhos eu dizia: “Eu te amo, eu te amo de verdade”.
Tinha dia que eu senti raiva, em outros paz, compaixão, amor e até tinha dia que eu não senti absolutamente nada.
Mas em muitos eu chorei.
Outra afirmação que Louise indica para nos ajudar a desenvolver o amor por nós mesmos é:
"Eu te amo, eu te amo de qualquer jeito!"
Segundo ela essa é uma afirmação que nos ajuda naqueles momentos em que algo deu "errado" ou algo que não nos agradou, sabe? Ela nos relembra de que tudo em nossa vida passa, mas o nosso amor por nós mesmos não.
Quando a gente passa muito tempo sem gostar de si, esse exercício parece meio falso. É mais ou menos como como falar eu te amo pra um estranho por isso pode ser meio esquisito no começo então é preciso insistir.
Uma coisa eu sei: nossa alma esteve esperando a nossa vida toda pelo nosso amor e ela vai saber esperar o tempo que for pra que a gente se sinta pronta de verdade.
Um fato é que parece que estamos sempre colocando empecilhos e metas pra nos dar amor. 
O amor não é uma condição, é um direito de todos nós.
Não precisamos esperar até perder peso, ou até ter um bom emprego, ou uma boa casa pra ter orgulho de nós mesmos e nos amarmos. Dá pra começar a dar pequeninos passos agora mesmo.
Fica aqui o convite pra você tentar esse exercício caso sinta no seu coração que deve. 
Não custa nada. 💖

Como diminuir o tempo no Instagram

segunda-feira, 7 de outubro de 2019


Faz um tempo que eu instalei um aplicativo de monitoração do tempo no celular pra ver o quanto dos meus dias eu perdia usando o tal aparelhinho.
Não tive a menor surpresa ao me deparar com os resultados onde certa de 80% do tempo que eu ficava no celular era no Instagram.
E eu decidi que precisava fazer alguma coisa pra reverter essa situação. É a minha vida sendo perdida. Pera lá que eu é que mando! haha
E aqui estão algumas das coisas que eu fiz:
1) Fiz a limpa nos perfis que eu seguia. Tinha muitos perfis que não tinham mais nada que me interessava e até de gente que não postava há séculos.
2) Silenciei stories de vários perfis: isso ajudou muito! tem horas que a gente tá lá nos stories e vão vindo um atrás do outro e o tempo só vai passando e prendendo nossa atenção em coisas que não fazem a menor diferença na nossa vida.
3) Deixei de seguir várias lojas e assinei a newsletter: isso já ajuda na otimização da minha timeline. Ao invés de anúncios de produtos ficarem pulando na minha tela, agora aparecem os perfis que de fato eu gosto de ler.
4) Deixei de seguir os perfis maquiados: eu não tenho tempo pra ficar vendo perfis que eu sei que são 100% fora da realidade. Onde é tudo perfeito demais e nem os que pregam aquela good vibes tóxica que mais fazem com que a gente se sinta mal do que bem.
O Instagram causa danos psicológicos a milhões de pessoas que ficam o tempo todo comparando seu mundo real com o mundo perfeito mostrado lá. E eu não nego que várias vezes já peguei me comparando também. Quem nunca não é mesmo?
Hoje eu escrevo meus posts quando tenho vontade. Gosto de deixar eles lá.
Mas depois de alguns minutos eu saio e vou tratar de fazer outras coisas.
As redes sociais são uma maravilha, mas quando elas começam a nos atrapalhar e a roubar o tempo de nossa vida real é hora de repensar nossos hábitos.
Boa semana. 💖

Consciência de quem somos de verdade

sexta-feira, 4 de outubro de 2019


Entendendo o real valor que cada um de nós temos há a libertação de muitas ilusões.
Os elogios e as críticas chegam até nós e vão perdendo cada vez mais o valor. Sim, ambos.
Porque a medida em que ficamos cada vez mais íntimos de nós mesmos vamos aprendemos a nos apoiar e ver quem somos ao invés de sempre esperar a aprovação do outro.
É um reconectar com a nossa essência, com quem nós somos de verdade.
O outro nunca nos vê exatamente como nós somos a não ser que ele seja evoluído e completamente isento dos julgamentos advindos do Ego.
Não seu você, mas eu não costumo achar muitos por aí.
As pessoas "normais" em nossa sociedade sempre nos vêem com os filtros de julgamento que elas possui sejam lá eles para o bem ou não. E isso tem a ver com elas e não conosco.
A gente se engrandece demais quando um elogio chega ainda que saiba bem lá no fundo que, muitas vezes, ele é falso ou automático e não vem do coração de quem o fez. Por que?
Do mesmo modo, a gente se menospreza demais quando uma crítica chega ainda que saiba que muitas vezes, em 99.99% delas eu diria, é só um despejo de lixo daquele que a fez em nós. Por que?
Por que estamos sempre dando o poder ao outro de nos dizer o que somos ou o nosso valor se, no fundo, eles não sabem nem quem eles realmente são?
Por que é tão mais fácil criticar alguém do que reconhecer o que precisa ser mudado em nós?
Por que é tão mais fácil elogiar alguém (e até bajular) do que reconhecer o brilho em nós?
São tantas perguntas...
Seguimos aprendendo.

Benefícios da Meditação

quarta-feira, 2 de outubro de 2019


Entre aprendizados e recomeços sigo meditando.
Faz um tempo que comecei a praticar e ainda continuo aprendendo mais e mais sobre essa maravilhosidade.
Quando eu escrevi sobre a meditação lá em 2016 era tudo muito novo pra mim e em 3 anos eu fui me familiarizando com ela.
Aos poucos eu fui aprendendo "segredinhos" para silenciar mais a mente na hora das práticas e um deles foi prestar atenção na minha respiração.
Eu gosto do silêncio pra me reconectar comigo mesma, mas também gosto das meditações guiadas. Ambas são muito úteis e ótimas para mim.
Com o tempo fui percebendo algumas melhorias:

  • Menos estresse: teve uma época que eu estava com um estresse tão medonho que qualquer coisa por menor que fosse já virava um caos e me irritava muito. Eu "explodia" com coisas mínimas e hoje eu estou bem melhor.
  • Adeus a insonia: o meu sono melhorou muito, ainda mais no último mês que foi quando eu comecei a realmente ter uma dedicação maior a meditação. A insônia hoje passa bem longe de mim.
  • Menos ansiedade: isso melhorou muito! A meditação me ajuda a voltar para o momento presente quando eu começo a divagar demais sobre o futuro.
  • Menos pensamentos negativos: a mesma coisa da ansiedade, quando eu medito e volto a minha atenção pro agora os pensamentos vão sumindo. A cada respiração eles ficam cada vezes mais distantes até que somem e eu consigo o silêncio.
  • Menos discussões: já fui bem brigona, o tipo que não leva desaforo pra casa, mas hoje, em 95% dos casos, eu olho a situação e penso: ah quer saber? não vou perder meu tempo, vou é meditar que eu ganho mais.

Como eu gosto sempre de dizer todos podemos meditar basta dar o primeiro passo.
Não é preciso se cobrar uma mente vazia e zen na primeira tentativa e nem na milésima.
A gente (vamos excluir os iluminados dessa lista, ok?) tá cheio de lixo emocional acumulado e eles vão vir. E está tudo bem! Nós somos humanos!
Tem dias que a gente dorme no meio das meditações. Isso também é normal!
Os pensamentos vem, mas o importante é não desistir ou achar que está fazendo errado.
Basta lembrar que nós somos céus e os pensamentos são como nuvens.
Quando um pensamento chega durante a meditação a gente não questiona e nem se apega ele, a gente simplesmente tem que treinar pra deixar ele só passar por nós e não ficar.

Favoritos do Mês #1

segunda-feira, 30 de setembro de 2019


Setembro foi um mês de reviravoltas surpreendentes.
Uma coisa eu agora tenho certeza mais do que nunca: às vezes nossos mestres se disfarçam de vilões para nos ensinar grandes lições que, por mais que doam, irão nos levar para um nível acima.
O perdão é uma coisa tão linda na teoria, mas o perdão compulsório, aquele obrigado, é só ilusão. É preciso estarmos prontos para reconhecer quando nós também erramos e enxergar as situações cada vez mais com a alma e cada vez menos com o ego. 

"Se você exigir perfeição de qualquer ser humano, irá criar problemas para você mesmo e para o outro, e sua vida não será nada além de sofrimento." (Osho)







Que em Outubro cheguem as transformações que precisamos e que as mágoas se desfaçam.
Luz pra nós! 💖

Mantras/Kirtans Favoritos

sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Faz mais de um ano que comecei a ouvir mantras (kirtans) e foi em uma época que eu estava bem perturbada das ideias. Uma tristeza, falta de motivação e essas coisas que as vezes surgem na vida da gente.
Eu lembro que ouvia todos os dias principalmente o de Shiva e enquanto eu estava lá quieta apenas ouvindo todos os meus problemas perdiam o sentido.
E após ficar nesse estado calmo onde a minha mente enfim ficava quieta as respostas e soluções eram mais fáceis de serem encontradas.
Eu continuo ouvindo eles todos os dias e fui inserindo cada vez mais na minha playlist.
Hoje não só ouço como me arrisco a cantar também e isso me traz tamanha paz que nenhuma descrição conseguiria chegar perto de explicar. Eu sinto com todo o meu coração e isso me basta.
Quando sinto que tenho uma queda de energia faço minhas orações e meditações, mas recorro a eles como uma ajuda extra que funciona muito. 
Cuidar de nós é não só o físico mas, também, do nosso campo energético e psicológico. E todas as vezes que eu descuido, principalmente, do energético sinto como se as coisas estivessem sem sentido na minha vida. 
Tem os mais "animados" que nos impulsionam, nos dão aquele choque e nos levantam e tem os mais calmos.
É bem curioso, mas eu já gostava de um deles desde bem pequena: "madana mohana murari". Ele era de uma novela e eu passei muitos anos sem saber como cantar ou o nome. Eu só lembrava da melodia e vagamente. Quando eu era criança não tinha acesso a internet como as crianças tem hoje e celular então... ninguém tinha! haha
Pois bem, um dia "sem querer" acabei encontrando ele e fiquei muito feliz e sempre que ouço essa felicidade se renova.
Com Om Namah Shivaya eu sinto uma dose de energia extra, como um chacoalhão dizendo "você consegue! vai!", já com Saraswatti eu só sei chorar mesmo, mas é um choro feliz pois é uma tanto de amor que eu sinto no peito que a sensação é a de que vou explodir.
Om Mani Padme Hum dispensa qualquer comentário, a tradução em si já é suficiente "da lama nasce a flor de lótus". Quando preciso de esperança, ele sempre me vem a cabeça.
Os outros eu amo tanto quanto os 3 que citei. 
Cada um me ajuda a seu modo. 
Cada um me ajuda a seguir em frente sonhando, caminhando, tropeçando e vivendo aqui na Terra.











Namastê 💖

Setembro Amarelo: como ajudar alguém com depressão

quarta-feira, 25 de setembro de 2019



Para começar eu gostaria de pedir que começássemos a ver o ano inteiro como amarelo.
Não adianta lembrar e fazer essa mobilização toda só um mês por ano. Precisamos estar mais atentos!

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização do suicídio. no Brasil foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Se você ama ou simplesmente conhece alguém que sofre com Depressão, certamente você se sente triste por não ajudar. Eu já me senti assim muitas vezes e, também, já estive do outro lado.
Na ânsia e no desespero de ajudar e ver o outro melhor as pessoas acabando cometendo alguns deslizes que acabam o deixando ainda mais magoado.
Uma das coisas que passa sempre pela cabeça de muitas pessoas com depressão é o suicídio. A vontade de desistir da vida é algo que vez ou outra vem aos pensamentos.
Tem situações que não sabemos lidar. A convivência entre seres humanos é cheia de desafios e aprendizados sempre.
Aqui eu deixo algumas dicas que podem ser úteis caso você conheça alguém que está com depressão e quer ajudar:

  • Esteja presente: Mostre que se importa e que ela não está sozinha. Uma mensagem, uma visita, um telefonema fazem muita diferença. Se ofereça para acompanhá-la em consultas ou grupos de apoio. Ir sozinho pode ser um passo muito difícil. Você pode sugerir que ela procure um tratamento, mas não imponha nada.
  • Deixe ela falar: se alguém com depressão consegue dar esse passo que é conseguir desabafar com você, ouça com amor e empatia. Deixe que ela fale. Muitas coisas podem ter ficados sufocadas por anos e se ela tomou coragem de se abrir não a interrompa com uma lista com 373 conselhos.
  • Acolha a dor dela: Não menospreza o que ela está sentindo. Quem sente é quem sabe como é. Se algo pra você não tem importância, pra outra pessoa pode ter tem muita.
  • Não ignore quando ela falar sobre suicídio: não ignore os sinais nem faça piadas, fique atento a eles!
  • Elogie os avanços e conquistas: muitas vezes tomar um banho é algo que requer um esforço absurdo pra quem não tem nem vontade de viver. A pessoa mesmo podem nem notar que está melhorando então mostre a ela.
  • Fale sobre outras coisas além da depressão: principalmente os assuntos que a pessoa goste de falar. 
E agora deixo aqui também uma lista de coisas para NÃO dizer a alguém com depressão:
  • Isso é falta de Deus
  • Tem gente pior do que você
  • Sai dessa
  • Levanta dessa cama
  • Você precisa se esforçar mais
  • Às vezes eu também fico deprimido
  • Muitas pessoas queriam ter a vida que você tem
  • Vai se tratar
  • Você precisa ser menos sensível
  • Vá fazer exercícios
Espero que essas dicas ajudem. Na dúvida tente sempre se lembrar que empatia e amor são sempre bem vindos. 💖

E se você que está lendo isso está com depressão, por favor, do fundo do meu coração saiba que sua vida importa!
As coisas estão difíceis, mas existem vários tipos de tratamentos, vários tipos de profissionais que podem ajudar você a se sentir melhor inclusive gratuitos.
Por favor, não desista!

Centro de Valorização da Vida (CVV): funciona 24h por telefone, e-mail, chat e pessoalmente
Telefone: 188
Endereços dos postos de Atendimento gratuitos: https://www.cvv.org.br/postos-de-atendimento/

Nosso futuro recomeça

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Toda vez que começa a primavera a minha alma celebra. 
É tempo de florir, de recomeçar! 
É tempo de colorir a vida e de acordar mais feliz e com mais disposição ainda pra viver e fazer as minhas coisas.
É como se eu tivesse vencido mais um inverno e agora a recompensa chega!
Pra mim é assim, acredito que para as pessoas que amam inverno deva ser bem diferente. 🙆
Eu já tentei de todas as maneiras gostar do Inverno e tenho até uma listinha de coisas boas pra fazer no frio, mas a verdade é que, por mais que tenha me esforçado, não consegui ainda. 
Não temos uma boa relação. 
E eu vou usar aquela frase bem batida pra tentar me justificar aqui: o problema não é ele, sou eu! haha
Pra mim ele é como aquelas aulas chatas que as horas nunca passam e tudo que a gente quer é que acabe logo pra ir pra casa.
Já a primavera... Ah a primavera eu comparo às aulas que eu amava e que esquecia do tempo e de todo os resto.
Assim como eu passo pelo inverno e seus dias frios, eu passo por esses momentos na minha vida que não gosto também. São os que eu chamo de infernos invernos pessoais.
E nem eu um e nem em outro tem glamour.
Eu odeio acordar com frio e ver o dia nublado. Tudo cinza... dá uma coisa esquisita no meu peito! 
Chega um mau humor, sabe? 
Mas eu tento lembrar que eles uma hora acabam. Faço meu café e fico com meu cachorro até essa raivinha passar. 
Eu já venci outros invernos! haha
Tudo passa. E uma hora a nossa primavera chega. E eu estou feliz demais de poder estar viva pra ver mais uma primavera chegando!
E por falar em recomeços e da minha vontade de fazer as coisas quando o inverno acaba... faz tempo que eu estava querendo um japamala e hoje fiz o meu. 

Pra ser sincera eu já tinha os materiais fazia um tempo, mas sempre adiava.
Aquela velha história de que não era o tempo certo...
Eu escolhi cada detalhe na hora de comprar e depois não fiz. Ficaram guardados em uma caixa.
Eu não sabia direito como fazer, e me embolei um pouco no acabamento, mas isso nem me importa. O mais importante é que está pronto!
Agora posso finalmente fazer meu Ho'oponopono e acompanhar meus mantras com um japamala que eu mesma fiz.
Estou olhando pra ele e pensando: isso é muito Viviane!
Assim mesmo todo rosa... do jeito que eu imaginei quando comprei as peças!

É tão bom quando a gente olha alguma coisa, admira e pensa: nossa eu que fiz isso!
Principalmente quando a gente sabe que a nossa energia de amor está presente ali.

🌺Seja bem-vinda, Primavera. 💖

Sororidade nos Games

sexta-feira, 20 de setembro de 2019


A gente ouve muito sobre sororidade hoje em dia e isso é maravilhoso. Mas o que é isso? Pra ser sincera até bem pouco tempo atrás eu nem sabia que essa palavra existia.
Sororidade é a aliança entre mulheres onde uma dá suporte a outra, incentiva, é um apoio assim como irmãs que somos. 
Os jogos online, que eu frequentei por mais de três anos, são ambientes onde lemos e ouvimos muitas piadas idiotas e machistas o tempo inteiro.
Os homens zombam da nossa capacidade? 
Sim, somos desencorajadas o tempo todo.
Os homens querem que sejamos as "healers" (curandeiras) deles pra que eles sejam os guerreiros bambambans dos jogos?
Sim, muitos deles. Conheci vários assim.
Eles não nos querem com autonomia, eles querem alguém que dependa deles.
Conhece homens assim na vida real? Pois é, nos jogos eles também existem aos montes.
Parece que estão constantemente querendo nos fazer acreditar que precisamos deles pra tudo. O que, nem de longe, é verdade.
Quando comecei a jogar (e no tempo todo que eu joguei praticamente) ouvi que eu era fraca e que eu não podia fazer nada sozinha.
Ouvi que os jogos que eu jogava não eram jogos de "mulher de verdade" e eu deveria jogar jogos de tiro. (e eu detesto jogos de tiro). 
Ouvi, também, que que eu não era muito boa em nada no jogo e era "meio" estabanada nas missões.
Eu vi as minhas sugestões copiadas descaradamente por homens assim como minhas ideias foram totalmente ignoradas diversas vezes porque a voz de um homem valia mais.



E, como se não bastasse tudo que a gente atura dos homens, muitas vezes ainda há competição entre as próprias mulheres e isso nos deixa mais desmotivadas a continuar jogando.
Por que? Pra que?
Não seria tão mais fácil se nesse mundo hostil nós nos uníssemos pra vencer essas picuínhas?
Mas deixa eu falar uma coisa... eu também ouvi, do meu querido irmão caprica, e meu grande mentor nos jogos online: "seja forte e tenha tudo o que precisar pra não depender de ninguém nunca!"
E assim eu fiz. 
(Ou pelo menos eu tentei! haha)
Não dependo de ninguém, assim como ele me ensinou, mas tem fases nos jogos (e na vida) que a gente não consegue passar sozinha e foi aí que eu tive a chance de curar ainda mais a minha dificuldade em pedir ajuda.
Eu não dependo, mas nessa caminhada eu percebi que é bom caminhar sozinha, mas quando eu estou com minhas amigas as missões são mais fáceis e que juntas somos muito mais fortes e tão boas quanto os homens.
E é assim é na vida real também.
É preciso que a gente estenda as mãos para as mulheres pra acabar com essa competição ridícula entre nós. 
Somos mais fortes quando caminhamos juntas na vida e, também, nos jogos.

Aquela arqueira "estabanada" que não era boa em nada um dia chegou no topo de um servidor. O meu arco foi o número 1 durante alguns momentos.
Quando eu vi aquilo nem conseguia acreditar, mas era real.
Eu não cheguei sozinha. 
Eu cheguei lá com a ajuda de todas que me estenderam a mão, que me ajudaram, que me ensinaram e que me ajudaram a acreditar que eu conseguiria ser boa um dia.
Foi com a ajuda delas e por elas e foi, também, por todas as que foram humilhadas alguma vez e escolheram não continuar.
Nós podemos muito mais do acreditamos e do que nos querem fazer acreditar.
Precisamos despertar e ver isso. 💖

Ah! E as imagens desse post são da Sunne, uma dessas amigas que me ajudaram a entender que a sororidade pode existir em jogos online também. 👸

Krishna Das e como eu aprendi que mantras são maravilhosos

quarta-feira, 18 de setembro de 2019


Eu me lembro bem da primeira vez que ouvi Krishna Das.
Aquele vozeirão com Ommmmmmm logo no início de Om Namah Shivaya conquistou os meus ouvidos instantaneamente.
Eu não faço ideia de como cheguei até o vídeo, mas cheguei.
E enquanto eu assistia, uma onda gigantesca de emoções foi tomando conta de mim.
Até então, na minha cabeça, os mantras eram uma coisa monótona e até meio sem sentido porque eu não entendia porque ficar repetindo várias e várias vezes até porque eu nunca tinha procurado saber os significados dos mantras em si. 


Nem sequer sabia que poderiam ser cantados e foi aí que eu descobri que existem os Kirtans (cânticos).
Eu era muito mais ignorante do que hoje e não me envergonho disso.
O ritmo, como podemos ver no vídeo, vai aumentando. 
E tudo que era bem calmo no início por fim acaba se tornando uma grande festa. 
Uns dançam, outros são mais "discretos".
Ali morria um preconceito. 
Ali eu me encontrava com uma parte nova de mim.
E foi maravilhoso ver que eu também poderia gostar de mantras do meu jeito. Cantando! Dançando!
Não consigo descrever o quão maravilhoso foi (e ainda é) ver todas essas pessoas, cada uma a seu modo, cantando para Lord Shiva.
Toda vez que eu ouço Om Namah Shivaya eu sinto a força e a energia vinda de Shiva como na primeira vez.
Não existe bad vibe quando eu canto, quando eu danço. E as lágrimas que caem eu sei que são as dores que Shiva está limpando.
Shiva é o que destrói e traz o novo e todas as vezes que eu sinto a força dele comigo a minha alma fica em festa. 💖

Descascar mais e desembrulhar menos

terça-feira, 17 de setembro de 2019


Outro dia estava lendo um rótulo de um certo "alimento" e encontrei uns nomes bem estranhos.
Eu não tenho conhecimento sobre essas nomenclaturas, mas um conhecimento que vem da alma me diz que estamos colocando em nossos corpos substâncias que ele não precisa ou que não foi feito pra ter.
Nosso corpo é o nosso templo e tudo é uma escolha.
Não é só uma questão de ler na embalagem zero isso ou zero aquilo, de comer ou não comer carne.
Tem a ver com o respeito que temos por nós mesmos.
Fomos ensinados que é bem mais fácil comprar um congelado cheio de conservantes e jogar na panela.
A vida é corrida demais e não temos tempo pra perder cozinhando, precisamos de tudo "fast!". 
Se não temos tempo pra cuidar de nós mesmos o que estamos fazendo nesse planeta?
Não é pra ser radical e sair cortando tudo o que gosta de uma vez. 
É pra pensar e, com amor, olhar pra própria alimentação.
Analisar as próprias escolhas.Eu não digo que não como as famosas "besteiras". 
Meu caminho me ensinou que restrição sem não me leva muito longe.
Aprendi que é preciso mudar aos poucos e respeitando o meu próprio ritmo no processo.
Comecei a ouvir o que o meu corpo pede.
Se hoje ele me pede uma salada ou sopa é por aí que eu vou.
Se ele me pede um chocolate quente, eu também ouço.
Ainda estou engatinhando nesse caminho chamado equilíbrio e tenho muito pra aprender.
Eu sempre ouvi a expressão "descascar mais e desembrulhar menos" tanto em casa quanto por profissionais da saúde e hoje ela faz ainda mais sentido pra mim.
Tenho procurado modificar velhos hábitos e a alimentação repleta de industrializados é uma das mudanças que mais tenho me orgulhado.
Só sei que quando eu vejo uma panela cheia de legumes ou uma bela salada de frutas me esperando o meu corpo festeja cada vez mais.

A diferença entre Solitute e Solidão

segunda-feira, 16 de setembro de 2019


Quase ninguém é ensinado a apreciar a própria companhia.
A sensação é que a gente sempre precisa se distrair de si mesmo.
Séries, música, internet e as redes sociais onde as atualizações não param... o celular é praticamente uma parte do corpo atualmente.
Eu tive que aprender a gostar da minha companhia. Não foi fácil e nem foi algo que eu queria também ou pelo menos não o que meu ego queria afinal eu achava que eu sempre precisava dos outros pra ser feliz e colocava nas mãos deles o poder e o dever de me tirar aquele vazio que eu sentia.
Acontece que quando a gente não conhece quem realmente é, é assim mesmo. A gente foge. 
Eu comecei esse exercício de ficar sozinha comigo mesma quando eu comecei a meditar.
E, no meio desse treinamento, eu descobri que eu gostava de ficar sozinha. Do silêncio.
Engraçado que nossa sociedade não vê isso com bons olhos. 
Quando estou muito quieta geralmente perguntam se estou deprimida ou fazem piadas sobre eu querer me tornar uma monja agindo assim. Quem sabe um dia? haha
As pessoas confundem muito solidão com solitude.
Poderia simplificar a diferença com um trecho de Osho: "Solidão é ausência do outro; solitude é sua própria presença", no entanto, eu já vivi dos dois jeitos e, cabe aqui dar a minha humilde opinião:
  • Na solidão estamos sozinhos e dói muito. É possível senti-la ainda que estejamos acompanhados por outras pessoas. Nós procuramos nos outros uma cura que só existe dentro de nós mesmos. É uma dor, uma sensação de abandono que nunca acaba. As doses que nossos amigos ou família ou qualquer outra distração são poucas e as vezes ilusórias. Comigo o que acontecia era um auto abandono. Nós não nos sentimos felizes, vivemos com um vazio constante e sempre parece que nos falta algo.
  • Na solitude estamos sozinhos e apreciamos a nossa companhia. Não precisamos de ninguém para nos distrair de nós mesmos. É aquela paz de estar em casa, em silêncio e ter a sensação de paz e de que ainda que hajam problemas nós não estamos sozinhos porque temos a nós mesmos.
E êis duas dicas pra quem quer começar a desenvolver a solitude: 
  • pratique a meditação: comece pelas guiadas! Elas me ajudaram muito no começo e até hoje ainda faço e adoro.
  • faça uma lista de coisas que você gosta em si mesmo: quanto mais a gente se conhece mais fácil é ver o que temos de especial em nós mesmos.
E, como eu sempre digo, procure ajuda de um profissional.
Nós nem sempre vamos dar conta de vencer nossas dores sozinhos e está tudo bem. 
Nós vamos percorrer caminhos que não nos agrada e os profissionais existem pra nos dar a mão e nos ajudar nesse caminho. Eles são aqueles que nos ajudam a ver a nossa própria luz quando nossa visão está meio turva. 

As sementes que espalhamos

Eu cansei de tentar mostrar um mundo de possibilidades e de beleza para quem não queria ver. 
Esse foi um erro meu que na ânsia de tentar mostrar o lado bom para as pessoas esquecia que todos nós temos um tempo certo para tudo. 
Bem coisa do ego que, quando a gente desperta, acha que somos melhores que todo mundo então temos que salvar as pessoas. Que ilusão!
Somos traídos pela nossa vaidade e eu me perdoo por isso pois considero esse um erro de principiantes. 
É válido e faz parte do caminho aprender a deixar isso pra trás também.
A tal positividade tóxica. Conhece? 
Onde a gente quer que todo mundo seja feliz, motivado, otimista e good vibes 24h por dia sem respeitar o direito de escolha de ninguém.
E deixa eu deixar claro aqui que até mesmo as pessoas mais positivas que eu conheço tem dias ruins. Isso é normal!
Não adianta a gente tentar levar uma caixa de lápis de cor com 3270 cores para alguém que só quer um simples lápis cinza. É preciso entender as etapas em que cada um de nós está e estamos interferindo os processos do outro quando tentamos obrigá-lo a ver com os nossos olhos.
Ainda que a gente tente provar que existem motivos pra ter esperança, fé ou que o mundo é bem mais bonito do que parece, não irão nos ouvir.
Ainda que a gente fale qualquer coisa boa, eles terão 10 ruins pra rebater nossos argumentos.
É preciso vivenciar. Só ouvir não basta. 
No fim a gente só perde energia e eles continuam seguindo no processo deles, e no ritmo deles e ainda nos sentimos mal e frustrados por não ter conseguido ajudar.
Mas que ajuda é essa? Será mesmo que a pessoa precisa de ajuda ou nós que estamos sendo vaidosos de achar que sabemos o que é melhor para o outro?
Um grande desafio é aprender a viver a nossa vida plantando as sementes e seguindo em frente sem expectativas de quando irão florir, se irão florir e se vamos ver as flores algum dia.
É preciso plantar esperança, amor, bondade, positividade e coisas boas todos os dias mesmo que os frutos não apareçam.
Nós não somos melhores do que ninguém e nem temos mais conhecimento do que ninguém. 
Não importa a quantidade de diplomas ou de vivências que cada um tenha. 
TODOS em essência somos luz. TODOS somos mestres. TODOS estamos aqui com uma missão e estamos convivendo nesse planeta por um motivo.
Que a gente não seja traído pelo ego e pela vaidade vazia que só servem pra nos enganar e nos desviar de nossa verdadeira missão que é viver, ser feliz e transcender as nossas próprias limitações e sombras.
O que a gente espalha pro mundo, retorna. É nisso que eu acredito.

Seguimos! 🌟

O nosso tempo é precioso

sábado, 14 de setembro de 2019


É tempo de prestar mais atenção nas nossas ações.
O que o outro faz não nos interessa. É caminho dele. Apontar erros dos outros é perder tempo, meus irmãos.
Enquanto estamos falando mal do outro e ficamos julgando o que ele fez nós paramos o nosso passo! Ficamos lá que nem uma árvore observando o que o outro está fazendo e esquecemos de fazer o nosso.
Isso está certo? Não!
Vamos nos concentrar em nossos acertos, na nossa própria caminhada! Nas nossas curas e nos nossos aprendizados!
É preciso desenvolver cada vez mais a nossa consciência para escolher o bem nas situações mais adversas que se apresentam e seguir em frente.
Cada um tem seu caminho e não podemos caminhar o caminho do outro.
Respeitemos e acolhamos os nossos companheiros desse mundo ao invés de ser os que jogam as pedras.
Nem sempre será fácil, mas a gente pode treinar o nosso olhar e oferecer empatia ao invés de ódio.
Luz pra todos nós! ✨

A energia da escrita

quarta-feira, 11 de setembro de 2019


Escrever sempre foi algo vital pra mim.
Cadernos, diários e agendas foram preenchidos com trilhões milhares de palavras e sentimentos.
Ontem enquanto revirava meus escritos encontrei coisas lindas e, também, coisas que me machucavam muito na época.
Muitas dessas coisas lindas hoje são realidade e isso me fez chorar porque na época eram apenas sonhos distantes (muito distantes mesmo da minha realidade).
Já as coisas "não tão boas assim", hoje, graças a Deus, em sua maioria já não fazem mais parte da minha realidade e eu senti gratidão imensa por ter deixado elas no passado. Outras dessas ainda causam dor.
Então eu fiquei pensando sobre a energia das coisas que eu escrevi e ainda escrevo.
Pensando pelo lado "lógico" assim como as coisas boas continuaram vibrando no universo e se tornaram reais, as negativas também continuaram.
Afinal, se eu mesma escrevi, a energia tem a mesma intensidade. E, talvez, as negativas foram até mais intensas. 
Então isso, pelo menos pra mim, tem ligação direta com mágoas que ainda hoje não consegui vencer totalmente.
Escrevam, meus caros amigos de caminhada.
Escrever é terapêutico e nos traz muitas curas.
Escrever acalmou o meu coração várias e várias vezes.
Uma das coisas que eu penso é que nossas folhas de papel estão sempre disponíveis para que possamos desabafar e, o melhor de tudo, elas nunca nos julgam. Nunca mesmo. 
É algo realmente mágico e absolutamente todas as vezes que eu escrevo me sinto melhor.
Hoje resolvi tomar uma decisão de não guardar mais as coisas ruins em meus cadernos.
Escrever, desabafar e descartar o negativo. 
Para uma pisciana acostumada a escrever diários sofridos na adolescência esse é uma passo bem importante. 
Uma nova jornada para mim se inicia.
De tempos em tempos precisamos olhar para velhas coisas que precisamos descartar pois não queremos mais aquela energia em nossas vidas.

É preciso mergulhar pra curar

segunda-feira, 2 de setembro de 2019


O caminho da evolução é bem louco.
Ele nos faz enxergar coisas que muitas vezes não queremos ver.
Eu já mergulhei e bati de cabeça para destruir minhas certezas tantas vezes que não cabem nos dedos das mãos.
Eu mergulhei pra me curar.
Eu mergulhei pra entender dores que eu julgava pequenas.
Eu mergulhei pra ver um mundo que eu não sabia que existia.
Eu mergulhei pra me ver vulnerável, pra aprender a pedir ajuda.
Eu mergulhei pra perceber que tem coisas que aos meus olhos parecem ruins, mas que são importantes para a evolução tanto minha quanto daqueles que eu amo.
Esses mergulhos me trouxeram dor e eu chorei. Muito. Foram dias e dias de sofrências piscianas.
Além das dores, esses mergulhos me trouxeram uma empatia que antes eu não tinha. Me trouxeram uma visão que eu jamais teria se tivesse ficado nadando na superfície.
Eu continuarei mergulhando. Agora já não há outra alternativa.
É preciso curar que está dentro primeiro.
A força que isso nos dá pra ver o que está fora e poder agir não há como descrever.
Ela só pode ser sentida.

O que estamos fazendo com Gaia

sábado, 24 de agosto de 2019


Qual é a nossa parcela de responsabilidade em tudo o que acontece na nossa pátria, no nosso mundo?
O que estamos fazendo para ajudar Gaia?
Como nós estamos nos comportando?
Quais são as mudanças que precisamos fazer?
Eu tenho me feito essas perguntas e não é de hoje.
Mudanças precisam ser feitas.
Adaptações. Acolhimento. Aprendizados.
A resposta que chega no meu coração e, portanto, é o que a minha alma pede que eu faça agora é um consumo mais consciente.
É o agir além das palavras.
É o pensar melhor antes de comprar algo que vai gerar lixo desnecessário.
É o procurar saber mais sobre o que eu consumo.
Qualquer passo, por menor que pareça, multiplicado por milhões de pessoas faz a diferença.
Pesquise mais.
Ouça ideias, mas não siga nenhuma só porque alguém falou.
Pergunte pra si mesmo: como eu posso ajudar o planeta?
A sua alma sabe a resposta.
Ouça.

É tempo de curar

terça-feira, 13 de agosto de 2019


Nós temos mania de guardar umas coisas esquisitas no peito.
Guardamos quem nos feriu.
Guardamos quem nos virou as costas quando mais precisamos.
Guardamos os amigos que nos traíram.
Guardamos um abuso que sofremos.
Guardamos sofrimento.
Carregamos tantas dores. E seguimos sentindo cada vez que lembramos delas.
O que eu tenho tentado me lembrar é que o tempo passa muito rápido e o que realmente importa é focar no que me faz ter vontade de sorrir todos os dias.
É tempo de limpar, de curar.
É tempo de guardar no meu peito apenas os momentos felizes.
É tempo de guardar no meu peito aqueles que ficaram e seguraram minha mão.
É tempo de guardar no meu peito as vezes que eu consegui superar o que parecia insuperável e venci.
É tempo de reconhecer que hoje eu já sou muito melhor do que eu era há um tempo atrás.
Cada um de nós sabe as dores que sentiu. E cada um de nós merece arrancar essas dores e não permitir que elas governem as nossas vidas porque nós merecemos ser felizes.

elogios e comentários desnecessários sobre o corpo do outro

sexta-feira, 28 de junho de 2019


Como já contei aqui no blog eu sempre fui alvo de piadinhas quando era pequena por ser gorda.
E passei uma vida inteira fazendo dietas malucas e cheguei ao ponto de não beber água porque no meu desequilíbrio emocional ela engordava já que era só um número da balança que importava.
Curiosamente esse momento em que estive na pior fase da minha vida eu estive relativamente magra e ouvia elogios sobre o quanto eu havia emagrecido, sobre a tal "força de vontade e dedicação".
E na verdade eu estava era profundamente feliz, me achava horrível e passava fome para caber em roupas porque eu queria usar o que todo mundo usava (roupas que acho horríveis hoje em dia diga-se de passagem).
Mas isso não importava.
As pessoas diziam que eu estava mais bonita e, mesmo não sentindo isso, era uma espécie de compensação. Um "docinho" pro ego que queria atenção claramente.
Toda vez que eu vejo um comentários no Instagram do tipo:

  • "você tá magra, que linda!" imagino que a pessoa associa magreza a beleza e, ok, os padrões nos ensinaram e reforçam isso, mas essa mesma pessoa inconscientemente ou inocentemente pode estar contribuindo para o distúrbio alimentar, por exemplo.
  • "tá precisando engordar hein, tá muito magra" ou "você está engordou! devia fechar a boca" eu me pergunto o porquê dessa necessidade de julgar o corpo do outro e ter que comentar. E a resposta é bem simples: não existe um porque.
Eu aprendi que se você não pode comentar algo que faça alguém se sentir melhor, então é melhor você ficar quieto pois sua fala é totalmente desnecessária.
Elogios são bem vindos, sim, mas somos seres humanos dotados de infinitas qualidades que podem ser apreciadas e elogiadas.
Não somos só um corpo.

Comida saudável sem terror

segunda-feira, 17 de junho de 2019



Desde pequena eu fui chamada de "gordinha". 
A mais gorda entre os amigos, a mais gorda na sala de aula o que me rendeu vários apelidos que não vou colocar nesse post, mas quem passou por isso na escola sabe bem quais são.
E com isso fui a alguns nutricionistas, dos quais eu saí chorando algumas vezes. 
Eu lembro de não poder comer biscoitos e nem beber refrigerantes quando era pequena e todo mundo podia. Lembro também que esperava a semana toda pra poder beber o tal refrigerante que a bendita médica simplesmente proibiu (só podia aos domingos).
Lá com meus 7 a 9 anos a única explicação pra não comer coisas que eu gostava era simplesmente que eu iria engordar ainda mais e na minha cabeça teria mais apelidos e iriam rir ainda mais de mim. Cresci acreditando nisso.
Eu tinha que comer coisas saudáveis pra ser magra como as outras crianças da minha idade. Só que elas não comiam as coisas saudáveis, elas comiam o que eu queria comer e não podia.
Comidas saudáveis pareciam mais uma punição do que algo que beneficiaria o meu corpo.
Não estou falando pra você se entupir de doces ou deixar seus filhos pequenos comerem tudo sem medida alguma, mas vá a profissionais que amam o que fazem e que saibam como ensinar o prazer real da comida ao invés de semear culpa e cortar tudo da alimentação de alguém com uma dieta pronta saída de uma gaveta que desconsidera seres humanos e nos trata como um padrãozinho.
Dia desses vi uma criança magra dizendo que não podia comer um doce para não ficar gorda.
Aí eu fiquei me perguntando: o que diabos estamos falando e fazendo com as crianças?
A informação é uma benção, mas quando disseminada de forma impensada é um lixo dispensável que só causa terror.
As pessoas dizem que a gente não pode comer isso porque faz mal, porque causa x números de doenças querendo promover o consumo de alimentos saudáveis por meio do caos e do medo.
E novamente me questiono sobre o que é mais saudável: um prato de salada que poderia ser maravilhoso, mas a gente come por medo de ficar doente ou gordo ou um pedaço de torta que a gente come feliz e sem culpa?
Pela minha experiência acredito no equilíbrio e demonizar as coisas não é um bom caminho para nada saudável.

sobre o medo de dizer "não" aos outros

sexta-feira, 14 de junho de 2019


Quem de nós gosta de ouvir um não?
A gente não aprender a ouvir e muito menos a dizer não.
Dói ouvir e dói dizer também. Nos sentimos mal em negar algo e por que isso?
Parece que soa até arrogante falar: não vou porque eu não quero.
No lindo e comumente distorcido mandamento "ame ao próximo como a ti mesmo" somos ensinados a amar mais aos outros e fazer de tudo para que sejam felizes e nos esquecemos do que nosso coração quer.
Dizemos sim querendo dizer não e assim vamos cedendo.
Vamos a festas que não queremos, convivemos com pessoas que não queremos, aceitamos empregos que não queremos... tudo pra agradar aos outros e dizer sim para eles. E o nosso sim? Nunca chega.
Olhando pra trás em todas as vezes que eu disse sim e o que eu queria era falar não, ou eu estava sendo guiada pelo medo de perder alguém na minha vida ou porque me colocava demais no lugar do outro e pensava: ah o que que custa fazer esse sacrifício, né? e se fosse comigo?
O problema é que, sim, custava, e custava muito.
Quando eu ía q festas, cinema ou reuniões por não querer dizer não, tudo era um simplesmente um porre.
O motivo? Simples: eu não estava ali porque eu queria estar.
Quando comecei a perder o medo de ouvir um não e, também, o medo de perder as pessoas, eu comecei a dizer ele com muito mais facilidade.
Não vou a festas que não quero, não falo com ninguém só por educação, não uso roupas que alguém me deu e eu odiei, não guardo mais tranqueiras que ganho e não se parecem em nada comigo.
A gente muda e isso é fantástico e o que eu aprendi até hoje é que:

  1. Quem nos respeita entende nosso não: e vai preferir ver a gente feliz do que fazendo algo obrigada e são esses que valem a pena ter na nossa vida. Os mimados a gente larga pra lá, ok?
  2. Dizer não também é auto respeito: é se colocar em primeiro lugar e isso não é errado, é sinal de amor a nós mesmos
  3. Qualidade de tempo é amor: uma coisa curiosa é que quando a gente aprende a dizer não o nosso sim começa a valer muito mais e as pessoas sabem que o nosso sim é 100% e o que vamos entregar a elas de nossa atenção e tempo, que são preciosos, também será 100%.
  4. Nós também precisamos aprender a ouvir não e respeitar as escolhas dos outros: quem não consegue dizer não dificilmente consegue ouvir e encarar como natural. E onde fica o tal amor que dizemos sentir? Amor é entender e respeitar as escolhas de quem amamos ainda que estas não sejam a que nós faríamos.
Eu não quero dizer que é pra sair dizendo não pra tudo e todos pra se firmar ou pra ser do contra. Isso é bem diferente. Estou propondo o exercício de se perguntar: até quando eu vou dizer sim para os outros enquanto estou dizendo não pra mim?
Boa semana. 💖

Deixando as caramiolas pra lá

quarta-feira, 5 de junho de 2019


Você também tem essas vozes que insistem em colocar caramiolas onde não tem?
Lembrando que caramiolas são amebas que ficam nos perturbando e não tem nada em comum com intuição, tá?
Pois é. Eu tenho! Mas estou aprendendo a mandar elas calarem a boca! 😅
Quando estava na escola, eu sempre tinha a impressão que tinha ido mal nas provas. Mas não era por não ter estudado, eu simplesmente sempre achava que iria tirar uma nota baixa.
95% das vezes eu errei. E lá chegava um 9 ou 8, por exemplo. Eram as tais caramiolas.
Em outras vezes eu ia no dentista achando que ia ter que arrancar um dente e no final ele fazia uma limpeza e ainda me dava os parabéns.
Ou quando estamos doentes e vamos pesquisar no google e já temos a sensação que vamos morrer, mas depois era só uma virose. Eu parei de fazer isso. É sério!
E, claro, não tenho como não comparar essas coisas com quando uma amizade ou relacionamento acaba e a gente acha que nunca mais vai encontrar alguém. Fazemos dramas absurdos e quando passa um tempo nem sequer lembramos dessas pessoas.
E ainda me arrisco a dizer que na maioria das vezes quando lembramos do drama todo, damos uma gargalhada e ainda fica aquele sentimento de "já foi tarde"!
Perdemos tempo e energia quando ficamos dando corda a imaginação pra criar situações mirabolantes e absurdas que de fato só acontecem dentro da nossa cabeça (graças a Deus por isso!)
Será que falta otimismo ou falta auto confiança? Acho que um pouco dos dois.
Ok, mas de onde vem essas vozes negativas e por que nós damos ouvidos a elas?
Traumas, coisas que ouvimos, experiências de conhecidos. Tudo pode influenciar o surgimento dessas caramiolas.
Tem horas que a gente consegue lidar com esses pensamentos sozinho, mas quando eles começam a nos impedir de agir é hora de buscar ajuda.
Somos muito mais fortes e mais corajosos do que imaginamos. 💜
E afinal... quem nunca fez uma tempestade em copo d'água?

Para onde foi o encantamento?

quarta-feira, 29 de maio de 2019


Um dia esses enquanto voltava pra casa fiquei observando as pessoas pela rua.
Era umas 5:30 da tarde mais ou menos, hora que as crianças que estudam a tarde estão voltando pra casa aqui no Rio de Janeiro.
Fiquei lá encantada com a alegria delas.
Eram sorrisos, aquela vontade de falar sem parar do que aprenderam, das experiências que tiveram, de como foi o dia... 
Será que conforme os anos vão passando o nosso encantamento pela simplicidade das coisas diminui e, consequentemente, a nossa alegria em viver também?
Repare.
Quando chega em casa ou encontra um amigo, por exemplo, você tem mais vontade de falar das coisas boas e contar como foi o dia com o brilho nos olhos ou começa a derramar apenas reclamações como se não houvesse um amanhã?
Que bom seria se a gente conseguisse ter aquele velho olhar encantado e curioso pela vida sempre, aquela vontade de aprender sobre várias coisas sem medo de arriscar ou de errar não é?
Como adultos, muitas vezes temos a impressão ilusória de somente nós sabemos o suficiente para ensinar as crianças, afinal temos "mais experiência" do que elas. De fato temos mesmo muito para ensinar, mas é preciso humildade para reconhecer o quanto elas tem a nos ensinar sobre a leveza da vida, a felicidade, o amor e tantas outras coisas simples que vamos esquecendo pelo caminho.

Deixa ir

segunda-feira, 27 de maio de 2019


Parece que a gente às vezes tem uma tendência a se amarrar ao que nos fez mal no passado, ou aquilo que não nos cabe mais no presente mesmo as coisas boas.
Estamos em constante mudança e o desapego é um aprendizado diário.
Quantas coisas eram importantes pra nós no passado e hoje nem sequer lembramos?
Quantas pessoas achamos que ficariam ao nosso lado para sempre e, hoje, não vemos mais?
Quantos sonhos foram se modificando, se reajustando, sumindo pelo caminho porque nós evoluímos?
Então se tantas coisas que foram boas pra nós com o tempo perderam o lugar no nosso presente, por que nós deveríamos nos apegar tanto ao que nos fez mal?
Aquela tal sofrência causada pelo "e se tivesse sido diferente?"... Merecemos essa tortura?
A cada dia que passa tento me reconectar mais com o hoje e ter a certeza que sobre o meu passado, eu fiz o melhor com a consciência que eu tinha na época e tento me corrigir quando, injustamente, julgo alguém sem considerar que a pessoa estava, também agindo como poderia, oferecendo o melhor.
Não é fácil, mas é um exercício que traz leveza, traz a sensação de que estamos todos juntos fazendo o melhor que podemos e isso, de algum modo, me enche de esperança.
Pra hoje, proponho a você e a mim mesma que deixemos ir uma coisa que não nos cabe mais. Seja uma pessoa, uma dor, um acontecimento... É claro que nada que nos fere some assim de um dia pro outro, mas vamos dar um passinho hoje?
Liberte o que passou, liberte quem lhe fez algo que lhe feriu, liberte, principalmente a si mesmo da dor injusta do "poderia ser diferente hoje". Isso é ser cruel demais consigo mesmo, é ser arrogante ao olhar para o seu tempo de aprendizado agora que já tem o "diploma" na mão.
Está pronto pra deixar ir?

Aprendendo a dizer não para as migalhas

sexta-feira, 24 de maio de 2019


Quantos de nós acreditamos por toda uma existência que as migalhas que recebemos eram mais do que merecíamos?
Vamos aceitando pouco e nos conformando embora nossa alma saiba que merecemos muito mais.
Somos seres de luz nesse planeta, não deveríamos aceitar relacionamentos que não condizem com a nossa essência, com o nosso merecimento.
Família, amigos, parceiros... a indignidade relacional não escolhe tempo de convivência ou parentesco, ela nasce na presença forçada onde falta afinidade.
Assim vamos aprendendo que somos dignos de relações saudáveis e não estamos nesse mundo para agir como mendigos de afeto. Na prática do auto respeito e do auto amor diários identificamos o que não nos cabe mais e nos libertamos das relações indignas.
De uns tempos pra cá comecei a me fazer as seguintes perguntas:
  • Por que eu tolero isso?
  • Por que essa pessoa me trata assim e eu permito que ela continue?
  • Eu realmente gosto dessa pessoa na minha vida ou é simplesmente apego? 
É preciso coragem pra enxergar que merecemos o melhor não só dos outros, mas de nós mesmos.
"Merecemos algo/alguém melhor", essa expressão muitas vezes soou pra mim como ingratidão, sabe? Como se eu tivesse renegando algo que a vida me deu.
Sinto avanços nessa percepção, mas ainda não consegui mudar essa chavinha na cabeça totalmente.
Muitas vezes matemos do nosso lado pessoas que nos deixam mal simplesmente porque ainda não percebemos o nosso real valor e não nos tratamos com o amor que deveríamos nos tratar. 
Mas é um caminho. Tá tudo bem não se amar todos os dias e tá tudo bem ir evoluindo aos poucos. 
E um belo dia a gente olha pra si e diz: chega! finalmente percebi que mereço mais do que isso.
Nesse caminho onde separamos quem suga a nossa energia de quem nos enche de energia que possamos nós mesmos sermos um alguém melhor para nós, em primeiro lugar, e para os outros.
Uma vez que nos tratamos com mais amor, mais compaixão e somos, de fato, bons pra nós mesmos, dizer não as migalhas que nos oferecem é muito mais fácil.