Para onde foi o encantamento?

quarta-feira, 29 de maio de 2019


Um dia esses enquanto voltava pra casa fiquei observando as pessoas pela rua.
Era umas 5:30 da tarde mais ou menos, hora que as crianças que estudam a tarde estão voltando pra casa aqui no Rio de Janeiro.
Fiquei lá encantada com a alegria delas.
Eram sorrisos, aquela vontade de falar sem parar do que aprenderam, das experiências que tiveram, de como foi o dia... 
Será que conforme os anos vão passando o nosso encantamento pela simplicidade das coisas diminui e, consequentemente, a nossa alegria em viver também?
Repare.
Quando chega em casa ou encontra um amigo, por exemplo, você tem mais vontade de falar das coisas boas e contar como foi o dia com o brilho nos olhos ou começa a derramar apenas reclamações como se não houvesse um amanhã?
Que bom seria se a gente conseguisse ter aquele velho olhar encantado e curioso pela vida sempre, aquela vontade de aprender sobre várias coisas sem medo de arriscar ou de errar não é?
Como adultos, muitas vezes temos a impressão ilusória de somente nós sabemos o suficiente para ensinar as crianças, afinal temos "mais experiência" do que elas. De fato temos mesmo muito para ensinar, mas é preciso humildade para reconhecer o quanto elas tem a nos ensinar sobre a leveza da vida, a felicidade, o amor e tantas outras coisas simples que vamos esquecendo pelo caminho.

Deixa ir

segunda-feira, 27 de maio de 2019


Parece que a gente às vezes tem uma tendência a se amarrar ao que nos fez mal no passado, ou aquilo que não nos cabe mais no presente mesmo as coisas boas.
Estamos em constante mudança e o desapego é um aprendizado diário.
Quantas coisas eram importantes pra nós no passado e hoje nem sequer lembramos?
Quantas pessoas achamos que ficariam ao nosso lado para sempre e, hoje, não vemos mais?
Quantos sonhos foram se modificando, se reajustando, sumindo pelo caminho porque nós evoluímos?
Então se tantas coisas que foram boas pra nós com o tempo perderam o lugar no nosso presente, por que nós deveríamos nos apegar tanto ao que nos fez mal?
Aquela tal sofrência causada pelo "e se tivesse sido diferente?"... Merecemos essa tortura?
A cada dia que passa tento me reconectar mais com o hoje e ter a certeza que sobre o meu passado, eu fiz o melhor com a consciência que eu tinha na época e tento me corrigir quando, injustamente, julgo alguém sem considerar que a pessoa estava, também agindo como poderia, oferecendo o melhor.
Não é fácil, mas é um exercício que traz leveza, traz a sensação de que estamos todos juntos fazendo o melhor que podemos e isso, de algum modo, me enche de esperança.
Pra hoje, proponho a você e a mim mesma que deixemos ir uma coisa que não nos cabe mais. Seja uma pessoa, uma dor, um acontecimento... É claro que nada que nos fere some assim de um dia pro outro, mas vamos dar um passinho hoje?
Liberte o que passou, liberte quem lhe fez algo que lhe feriu, liberte, principalmente a si mesmo da dor injusta do "poderia ser diferente hoje". Isso é ser cruel demais consigo mesmo, é ser arrogante ao olhar para o seu tempo de aprendizado agora que já tem o "diploma" na mão.
Está pronto pra deixar ir?

Aprendendo a dizer não para as migalhas

sexta-feira, 24 de maio de 2019


Quantos de nós acreditamos por toda uma existência que as migalhas que recebemos eram mais do que merecíamos?
Vamos aceitando pouco e nos conformando embora nossa alma saiba que merecemos muito mais.
Somos seres de luz nesse planeta, não deveríamos aceitar relacionamentos que não condizem com a nossa essência, com o nosso merecimento.
Família, amigos, parceiros... a indignidade relacional não escolhe tempo de convivência ou parentesco, ela nasce na presença forçada onde falta afinidade.
Assim vamos aprendendo que somos dignos de relações saudáveis e não estamos nesse mundo para agir como mendigos de afeto. Na prática do auto respeito e do auto amor diários identificamos o que não nos cabe mais e nos libertamos das relações indignas.
De uns tempos pra cá comecei a me fazer as seguintes perguntas:
  • Por que eu tolero isso?
  • Por que essa pessoa me trata assim e eu permito que ela continue?
  • Eu realmente gosto dessa pessoa na minha vida ou é simplesmente apego? 
É preciso coragem pra enxergar que merecemos o melhor não só dos outros, mas de nós mesmos.
"Merecemos algo/alguém melhor", essa expressão muitas vezes soou pra mim como ingratidão, sabe? Como se eu tivesse renegando algo que a vida me deu.
Sinto avanços nessa percepção, mas ainda não consegui mudar essa chavinha na cabeça totalmente.
Muitas vezes matemos do nosso lado pessoas que nos deixam mal simplesmente porque ainda não percebemos o nosso real valor e não nos tratamos com o amor que deveríamos nos tratar. 
Mas é um caminho. Tá tudo bem não se amar todos os dias e tá tudo bem ir evoluindo aos poucos. 
E um belo dia a gente olha pra si e diz: chega! finalmente percebi que mereço mais do que isso.
Nesse caminho onde separamos quem suga a nossa energia de quem nos enche de energia que possamos nós mesmos sermos um alguém melhor para nós, em primeiro lugar, e para os outros.
Uma vez que nos tratamos com mais amor, mais compaixão e somos, de fato, bons pra nós mesmos, dizer não as migalhas que nos oferecem é muito mais fácil.

Nossas estações

terça-feira, 21 de maio de 2019


Desde que comecei a meditar comecei, também, a me cobrar ser mais equilibrada, mais calma, mais "good vibes".
É de dentro da minha própria cabeça vem sempre a pior das cobranças: 
- mas você medita e estuda tanto, não pode sentir raiva! não pode ficar revoltada! Não pode isso, não pode aquilo!
E minha alminha responde: 
- ahhhhh mas pode sim, ela é humana, sai daqui perfeccionismo!
Tem dias que eu quero abraçar o mundo e acordo cheia de esperanças.
Tem dias que eu acordo no modo revolts e não tenho paciência.
Tem dias que eu quero espalhar sorrisos
Tem dias que eu preciso chorar pra limpar as dores da minha alma
Tem dias que eu quero só ficar quieta ouvindo meus mantras
E tem dias que eu quero ouvir System of a Down
Tenho tentado acolher essas minhas inconstâncias compreendendo que fazem parte da minha humanidade.
A natureza nos mostra que é preciso passar pelas estações e que há beleza em cada uma delas. É nisso que eu penso quando começo a julgar minhas fases demais buscando um equilíbrio que na verdade não existe, ao menos não aos que ainda não se iluminaram aqui no planeta.
Nós também somos feitos de primaveras, verões, outonos e invernos e é absolutamente normal. Faz parte dos nossos aprendizados enfrentar essas nuances da vida.
Quando a gente deixa de olhar para o que não desenvolveu ainda e começa a olhar pra trás fica nítido que evoluímos.
Hoje eu dou tanta risada das brigas bobas que eu comprei, das músicas que eu ouvia e chorava noites e noites, das coisas com as quais eu me preocupava tanto e que hoje parecem tão bobas... mas na época era o que eu precisava viver.
Se hoje consigo olhar para muitas coisas que doíam ou que me revoltavam e sorrir é porque eu passei pelas minhas estações.
E sobre as coisas que hoje me doem ou me revoltam? 
Eu também vou passar por elas e rir daqui a algum tempo.

Eu sempre volto

sábado, 18 de maio de 2019

fonte

Nesse 18 de maio aqui estou com um novo layout. 
Eu não sei bem quantas vezes eu mudei o layout desde que comecei esse blog, mas foram muitas.
A grande verdade é que eu mudei muito desde que comecei e nada mais justo do que meu blog ter me acompanhado nisso.
Olho os posts antigos e vejo o quanto eu tinha o desejo de saber mais, de me conhecer mais. Mergulhei em dias intensos desde que escrevi esse post há mais de três anos atrás.
Mais uma vez eu volto. Mais um recomeço.
E devo dizer que nunca estive mais feliz com o visual de um blog meu até hoje foram muitos. haha 
É de fato, a minha cara, a minha alma que estão aqui. 
Ah essa sensação de ter mexido nos pequeninos detalhes até conseguir acertar os códigos, procurar a imagem perfeita pro header e até mesmo a escolha das cores.... ver ele assim pronto me deixa tão feliz! 
Bom, a bruxa lá em cima e a bruxa desse post são um pouco de como me sinto hoje, não apenas pela parte mística que me acompanha desde que eu consigo me lembrar, mas pelo significado que adotei quando me chamam assim.
Todas as vezes que me chamaram de bruxa, eu estava simplesmente sendo 100% eu mesma quando dizia algo estranho, quando começava um papo do nada sobre ervas cristais e o lado espiritual das coisas, quando falava uma coisa brincando que acontecia logo depois, ou até mesmo quando estava lutando por algo que eu acreditava.  
E assim fui colecionando apelidos que vieram muitas vezes como insulto e deboche, mas só me aproximaram ainda mais de mim.
Assim eu continuo. 
Assim eu evoluo. 
Assim eu me torno cada vez mais eu mesma.
Hoje, mais do que nunca, sou fiel as minhas ideias, as minhas criações, as minhas loucuras. 
Esse blog está vivo e renovado assim como a Viviane que hoje escreve nele. 
E eu vou continuar escrevendo sobre o que minha alma pede. 💖