Favoritos do Mês #1

segunda-feira, 30 de setembro de 2019


Setembro foi um mês de reviravoltas surpreendentes.
Uma coisa eu agora tenho certeza mais do que nunca: às vezes nossos mestres se disfarçam de vilões para nos ensinar grandes lições que, por mais que doam, irão nos levar para um nível acima.
O perdão é uma coisa tão linda na teoria, mas o perdão compulsório, aquele obrigado, é só ilusão. É preciso estarmos prontos para reconhecer quando nós também erramos e enxergar as situações cada vez mais com a alma e cada vez menos com o ego. 

"Se você exigir perfeição de qualquer ser humano, irá criar problemas para você mesmo e para o outro, e sua vida não será nada além de sofrimento." (Osho)







Que em Outubro cheguem as transformações que precisamos e que as mágoas se desfaçam.
Luz pra nós! 💖

Mantras/Kirtans Favoritos

sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Faz mais de um ano que comecei a ouvir mantras (kirtans) e foi em uma época que eu estava bem perturbada das ideias. Uma tristeza, falta de motivação e essas coisas que as vezes surgem na vida da gente.
Eu lembro que ouvia todos os dias principalmente o de Shiva e enquanto eu estava lá quieta apenas ouvindo todos os meus problemas perdiam o sentido.
E após ficar nesse estado calmo onde a minha mente enfim ficava quieta as respostas e soluções eram mais fáceis de serem encontradas.
Eu continuo ouvindo eles todos os dias e fui inserindo cada vez mais na minha playlist.
Hoje não só ouço como me arrisco a cantar também e isso me traz tamanha paz que nenhuma descrição conseguiria chegar perto de explicar. Eu sinto com todo o meu coração e isso me basta.
Quando sinto que tenho uma queda de energia faço minhas orações e meditações, mas recorro a eles como uma ajuda extra que funciona muito. 
Cuidar de nós é não só o físico mas, também, do nosso campo energético e psicológico. E todas as vezes que eu descuido, principalmente, do energético sinto como se as coisas estivessem sem sentido na minha vida. 
Tem os mais "animados" que nos impulsionam, nos dão aquele choque e nos levantam e tem os mais calmos.
É bem curioso, mas eu já gostava de um deles desde bem pequena: "madana mohana murari". Ele era de uma novela e eu passei muitos anos sem saber como cantar ou o nome. Eu só lembrava da melodia e vagamente. Quando eu era criança não tinha acesso a internet como as crianças tem hoje e celular então... ninguém tinha! haha
Pois bem, um dia "sem querer" acabei encontrando ele e fiquei muito feliz e sempre que ouço essa felicidade se renova.
Com Om Namah Shivaya eu sinto uma dose de energia extra, como um chacoalhão dizendo "você consegue! vai!", já com Saraswatti eu só sei chorar mesmo, mas é um choro feliz pois é uma tanto de amor que eu sinto no peito que a sensação é a de que vou explodir.
Om Mani Padme Hum dispensa qualquer comentário, a tradução em si já é suficiente "da lama nasce a flor de lótus". Quando preciso de esperança, ele sempre me vem a cabeça.
Os outros eu amo tanto quanto os 3 que citei. 
Cada um me ajuda a seu modo. 
Cada um me ajuda a seguir em frente sonhando, caminhando, tropeçando e vivendo aqui na Terra.











Namastê 💖

Setembro Amarelo: como ajudar alguém com depressão

quarta-feira, 25 de setembro de 2019



Para começar eu gostaria de pedir que começássemos a ver o ano inteiro como amarelo.
Não adianta lembrar e fazer essa mobilização toda só um mês por ano. Precisamos estar mais atentos!

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização do suicídio. no Brasil foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Se você ama ou simplesmente conhece alguém que sofre com Depressão, certamente você se sente triste por não ajudar. Eu já me senti assim muitas vezes e, também, já estive do outro lado.
Na ânsia e no desespero de ajudar e ver o outro melhor as pessoas acabando cometendo alguns deslizes que acabam o deixando ainda mais magoado.
Uma das coisas que passa sempre pela cabeça de muitas pessoas com depressão é o suicídio. A vontade de desistir da vida é algo que vez ou outra vem aos pensamentos.
Tem situações que não sabemos lidar. A convivência entre seres humanos é cheia de desafios e aprendizados sempre.
Aqui eu deixo algumas dicas que podem ser úteis caso você conheça alguém que está com depressão e quer ajudar:

  • Esteja presente: Mostre que se importa e que ela não está sozinha. Uma mensagem, uma visita, um telefonema fazem muita diferença. Se ofereça para acompanhá-la em consultas ou grupos de apoio. Ir sozinho pode ser um passo muito difícil. Você pode sugerir que ela procure um tratamento, mas não imponha nada.
  • Deixe ela falar: se alguém com depressão consegue dar esse passo que é conseguir desabafar com você, ouça com amor e empatia. Deixe que ela fale. Muitas coisas podem ter ficados sufocadas por anos e se ela tomou coragem de se abrir não a interrompa com uma lista com 373 conselhos.
  • Acolha a dor dela: Não menospreza o que ela está sentindo. Quem sente é quem sabe como é. Se algo pra você não tem importância, pra outra pessoa pode ter tem muita.
  • Não ignore quando ela falar sobre suicídio: não ignore os sinais nem faça piadas, fique atento a eles!
  • Elogie os avanços e conquistas: muitas vezes tomar um banho é algo que requer um esforço absurdo pra quem não tem nem vontade de viver. A pessoa mesmo podem nem notar que está melhorando então mostre a ela.
  • Fale sobre outras coisas além da depressão: principalmente os assuntos que a pessoa goste de falar. 
E agora deixo aqui também uma lista de coisas para NÃO dizer a alguém com depressão:
  • Isso é falta de Deus
  • Tem gente pior do que você
  • Sai dessa
  • Levanta dessa cama
  • Você precisa se esforçar mais
  • Às vezes eu também fico deprimido
  • Muitas pessoas queriam ter a vida que você tem
  • Vai se tratar
  • Você precisa ser menos sensível
  • Vá fazer exercícios
Espero que essas dicas ajudem. Na dúvida tente sempre se lembrar que empatia e amor são sempre bem vindos. 💖

E se você que está lendo isso está com depressão, por favor, do fundo do meu coração saiba que sua vida importa!
As coisas estão difíceis, mas existem vários tipos de tratamentos, vários tipos de profissionais que podem ajudar você a se sentir melhor inclusive gratuitos.
Por favor, não desista!

Centro de Valorização da Vida (CVV): funciona 24h por telefone, e-mail, chat e pessoalmente
Telefone: 188
Endereços dos postos de Atendimento gratuitos: https://www.cvv.org.br/postos-de-atendimento/

Nosso futuro recomeça

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Toda vez que começa a primavera a minha alma celebra. 
É tempo de florir, de recomeçar! 
É tempo de colorir a vida e de acordar mais feliz e com mais disposição ainda pra viver e fazer as minhas coisas.
É como se eu tivesse vencido mais um inverno e agora a recompensa chega!
Pra mim é assim, acredito que para as pessoas que amam inverno deva ser bem diferente. 🙆
Eu já tentei de todas as maneiras gostar do Inverno e tenho até uma listinha de coisas boas pra fazer no frio, mas a verdade é que, por mais que tenha me esforçado, não consegui ainda. 
Não temos uma boa relação. 
E eu vou usar aquela frase bem batida pra tentar me justificar aqui: o problema não é ele, sou eu! haha
Pra mim ele é como aquelas aulas chatas que as horas nunca passam e tudo que a gente quer é que acabe logo pra ir pra casa.
Já a primavera... Ah a primavera eu comparo às aulas que eu amava e que esquecia do tempo e de todo os resto.
Assim como eu passo pelo inverno e seus dias frios, eu passo por esses momentos na minha vida que não gosto também. São os que eu chamo de infernos invernos pessoais.
E nem eu um e nem em outro tem glamour.
Eu odeio acordar com frio e ver o dia nublado. Tudo cinza... dá uma coisa esquisita no meu peito! 
Chega um mau humor, sabe? 
Mas eu tento lembrar que eles uma hora acabam. Faço meu café e fico com meu cachorro até essa raivinha passar. 
Eu já venci outros invernos! haha
Tudo passa. E uma hora a nossa primavera chega. E eu estou feliz demais de poder estar viva pra ver mais uma primavera chegando!
E por falar em recomeços e da minha vontade de fazer as coisas quando o inverno acaba... faz tempo que eu estava querendo um japamala e hoje fiz o meu. 

Pra ser sincera eu já tinha os materiais fazia um tempo, mas sempre adiava.
Aquela velha história de que não era o tempo certo...
Eu escolhi cada detalhe na hora de comprar e depois não fiz. Ficaram guardados em uma caixa.
Eu não sabia direito como fazer, e me embolei um pouco no acabamento, mas isso nem me importa. O mais importante é que está pronto!
Agora posso finalmente fazer meu Ho'oponopono e acompanhar meus mantras com um japamala que eu mesma fiz.
Estou olhando pra ele e pensando: isso é muito Viviane!
Assim mesmo todo rosa... do jeito que eu imaginei quando comprei as peças!

É tão bom quando a gente olha alguma coisa, admira e pensa: nossa eu que fiz isso!
Principalmente quando a gente sabe que a nossa energia de amor está presente ali.

🌺Seja bem-vinda, Primavera. 💖

Sororidade nos Games

sexta-feira, 20 de setembro de 2019


A gente ouve muito sobre sororidade hoje em dia e isso é maravilhoso. Mas o que é isso? Pra ser sincera até bem pouco tempo atrás eu nem sabia que essa palavra existia.
Sororidade é a aliança entre mulheres onde uma dá suporte a outra, incentiva, é um apoio assim como irmãs que somos. 
Os jogos online, que eu frequentei por mais de três anos, são ambientes onde lemos e ouvimos muitas piadas idiotas e machistas o tempo inteiro.
Os homens zombam da nossa capacidade? 
Sim, somos desencorajadas o tempo todo.
Os homens querem que sejamos as "healers" (curandeiras) deles pra que eles sejam os guerreiros bambambans dos jogos?
Sim, muitos deles. Conheci vários assim.
Eles não nos querem com autonomia, eles querem alguém que dependa deles.
Conhece homens assim na vida real? Pois é, nos jogos eles também existem aos montes.
Parece que estão constantemente querendo nos fazer acreditar que precisamos deles pra tudo. O que, nem de longe, é verdade.
Quando comecei a jogar (e no tempo todo que eu joguei praticamente) ouvi que eu era fraca e que eu não podia fazer nada sozinha.
Ouvi que os jogos que eu jogava não eram jogos de "mulher de verdade" e eu deveria jogar jogos de tiro. (e eu detesto jogos de tiro). 
Ouvi, também, que que eu não era muito boa em nada no jogo e era "meio" estabanada nas missões.
Eu vi as minhas sugestões copiadas descaradamente por homens assim como minhas ideias foram totalmente ignoradas diversas vezes porque a voz de um homem valia mais.



E, como se não bastasse tudo que a gente atura dos homens, muitas vezes ainda há competição entre as próprias mulheres e isso nos deixa mais desmotivadas a continuar jogando.
Por que? Pra que?
Não seria tão mais fácil se nesse mundo hostil nós nos uníssemos pra vencer essas picuínhas?
Mas deixa eu falar uma coisa... eu também ouvi, do meu querido irmão caprica, e meu grande mentor nos jogos online: "seja forte e tenha tudo o que precisar pra não depender de ninguém nunca!"
E assim eu fiz. 
(Ou pelo menos eu tentei! haha)
Não dependo de ninguém, assim como ele me ensinou, mas tem fases nos jogos (e na vida) que a gente não consegue passar sozinha e foi aí que eu tive a chance de curar ainda mais a minha dificuldade em pedir ajuda.
Eu não dependo, mas nessa caminhada eu percebi que é bom caminhar sozinha, mas quando eu estou com minhas amigas as missões são mais fáceis e que juntas somos muito mais fortes e tão boas quanto os homens.
E é assim é na vida real também.
É preciso que a gente estenda as mãos para as mulheres pra acabar com essa competição ridícula entre nós. 
Somos mais fortes quando caminhamos juntas na vida e, também, nos jogos.

Aquela arqueira "estabanada" que não era boa em nada um dia chegou no topo de um servidor. O meu arco foi o número 1 durante alguns momentos.
Quando eu vi aquilo nem conseguia acreditar, mas era real.
Eu não cheguei sozinha. 
Eu cheguei lá com a ajuda de todas que me estenderam a mão, que me ajudaram, que me ensinaram e que me ajudaram a acreditar que eu conseguiria ser boa um dia.
Foi com a ajuda delas e por elas e foi, também, por todas as que foram humilhadas alguma vez e escolheram não continuar.
Nós podemos muito mais do acreditamos e do que nos querem fazer acreditar.
Precisamos despertar e ver isso. 💖

Ah! E as imagens desse post são da Sunne, uma dessas amigas que me ajudaram a entender que a sororidade pode existir em jogos online também. 👸

Krishna Das e como eu aprendi que mantras são maravilhosos

quarta-feira, 18 de setembro de 2019


Eu me lembro bem da primeira vez que ouvi Krishna Das.
Aquele vozeirão com Ommmmmmm logo no início de Om Namah Shivaya conquistou os meus ouvidos instantaneamente.
Eu não faço ideia de como cheguei até o vídeo, mas cheguei.
E enquanto eu assistia, uma onda gigantesca de emoções foi tomando conta de mim.
Até então, na minha cabeça, os mantras eram uma coisa monótona e até meio sem sentido porque eu não entendia porque ficar repetindo várias e várias vezes até porque eu nunca tinha procurado saber os significados dos mantras em si. 


Nem sequer sabia que poderiam ser cantados e foi aí que eu descobri que existem os Kirtans (cânticos).
Eu era muito mais ignorante do que hoje e não me envergonho disso.
O ritmo, como podemos ver no vídeo, vai aumentando. 
E tudo que era bem calmo no início por fim acaba se tornando uma grande festa. 
Uns dançam, outros são mais "discretos".
Ali morria um preconceito. 
Ali eu me encontrava com uma parte nova de mim.
E foi maravilhoso ver que eu também poderia gostar de mantras do meu jeito. Cantando! Dançando!
Não consigo descrever o quão maravilhoso foi (e ainda é) ver todas essas pessoas, cada uma a seu modo, cantando para Lord Shiva.
Toda vez que eu ouço Om Namah Shivaya eu sinto a força e a energia vinda de Shiva como na primeira vez.
Não existe bad vibe quando eu canto, quando eu danço. E as lágrimas que caem eu sei que são as dores que Shiva está limpando.
Shiva é o que destrói e traz o novo e todas as vezes que eu sinto a força dele comigo a minha alma fica em festa. 💖

Descascar mais e desembrulhar menos

terça-feira, 17 de setembro de 2019


Outro dia estava lendo um rótulo de um certo "alimento" e encontrei uns nomes bem estranhos.
Eu não tenho conhecimento sobre essas nomenclaturas, mas um conhecimento que vem da alma me diz que estamos colocando em nossos corpos substâncias que ele não precisa ou que não foi feito pra ter.
Nosso corpo é o nosso templo e tudo é uma escolha.
Não é só uma questão de ler na embalagem zero isso ou zero aquilo, de comer ou não comer carne.
Tem a ver com o respeito que temos por nós mesmos.
Fomos ensinados que é bem mais fácil comprar um congelado cheio de conservantes e jogar na panela.
A vida é corrida demais e não temos tempo pra perder cozinhando, precisamos de tudo "fast!". 
Se não temos tempo pra cuidar de nós mesmos o que estamos fazendo nesse planeta?
Não é pra ser radical e sair cortando tudo o que gosta de uma vez. 
É pra pensar e, com amor, olhar pra própria alimentação.
Analisar as próprias escolhas.Eu não digo que não como as famosas "besteiras". 
Meu caminho me ensinou que restrição sem não me leva muito longe.
Aprendi que é preciso mudar aos poucos e respeitando o meu próprio ritmo no processo.
Comecei a ouvir o que o meu corpo pede.
Se hoje ele me pede uma salada ou sopa é por aí que eu vou.
Se ele me pede um chocolate quente, eu também ouço.
Ainda estou engatinhando nesse caminho chamado equilíbrio e tenho muito pra aprender.
Eu sempre ouvi a expressão "descascar mais e desembrulhar menos" tanto em casa quanto por profissionais da saúde e hoje ela faz ainda mais sentido pra mim.
Tenho procurado modificar velhos hábitos e a alimentação repleta de industrializados é uma das mudanças que mais tenho me orgulhado.
Só sei que quando eu vejo uma panela cheia de legumes ou uma bela salada de frutas me esperando o meu corpo festeja cada vez mais.

A diferença entre Solitute e Solidão

segunda-feira, 16 de setembro de 2019


Quase ninguém é ensinado a apreciar a própria companhia.
A sensação é que a gente sempre precisa se distrair de si mesmo.
Séries, música, internet e as redes sociais onde as atualizações não param... o celular é praticamente uma parte do corpo atualmente.
Eu tive que aprender a gostar da minha companhia. Não foi fácil e nem foi algo que eu queria também ou pelo menos não o que meu ego queria afinal eu achava que eu sempre precisava dos outros pra ser feliz e colocava nas mãos deles o poder e o dever de me tirar aquele vazio que eu sentia.
Acontece que quando a gente não conhece quem realmente é, é assim mesmo. A gente foge. 
Eu comecei esse exercício de ficar sozinha comigo mesma quando eu comecei a meditar.
E, no meio desse treinamento, eu descobri que eu gostava de ficar sozinha. Do silêncio.
Engraçado que nossa sociedade não vê isso com bons olhos. 
Quando estou muito quieta geralmente perguntam se estou deprimida ou fazem piadas sobre eu querer me tornar uma monja agindo assim. Quem sabe um dia? haha
As pessoas confundem muito solidão com solitude.
Poderia simplificar a diferença com um trecho de Osho: "Solidão é ausência do outro; solitude é sua própria presença", no entanto, eu já vivi dos dois jeitos e, cabe aqui dar a minha humilde opinião:
  • Na solidão estamos sozinhos e dói muito. É possível senti-la ainda que estejamos acompanhados por outras pessoas. Nós procuramos nos outros uma cura que só existe dentro de nós mesmos. É uma dor, uma sensação de abandono que nunca acaba. As doses que nossos amigos ou família ou qualquer outra distração são poucas e as vezes ilusórias. Comigo o que acontecia era um auto abandono. Nós não nos sentimos felizes, vivemos com um vazio constante e sempre parece que nos falta algo.
  • Na solitude estamos sozinhos e apreciamos a nossa companhia. Não precisamos de ninguém para nos distrair de nós mesmos. É aquela paz de estar em casa, em silêncio e ter a sensação de paz e de que ainda que hajam problemas nós não estamos sozinhos porque temos a nós mesmos.
E êis duas dicas pra quem quer começar a desenvolver a solitude: 
  • pratique a meditação: comece pelas guiadas! Elas me ajudaram muito no começo e até hoje ainda faço e adoro.
  • faça uma lista de coisas que você gosta em si mesmo: quanto mais a gente se conhece mais fácil é ver o que temos de especial em nós mesmos.
E, como eu sempre digo, procure ajuda de um profissional.
Nós nem sempre vamos dar conta de vencer nossas dores sozinhos e está tudo bem. 
Nós vamos percorrer caminhos que não nos agrada e os profissionais existem pra nos dar a mão e nos ajudar nesse caminho. Eles são aqueles que nos ajudam a ver a nossa própria luz quando nossa visão está meio turva. 

As sementes que espalhamos

Eu cansei de tentar mostrar um mundo de possibilidades e de beleza para quem não queria ver. 
Esse foi um erro meu que na ânsia de tentar mostrar o lado bom para as pessoas esquecia que todos nós temos um tempo certo para tudo. 
Bem coisa do ego que, quando a gente desperta, acha que somos melhores que todo mundo então temos que salvar as pessoas. Que ilusão!
Somos traídos pela nossa vaidade e eu me perdoo por isso pois considero esse um erro de principiantes. 
É válido e faz parte do caminho aprender a deixar isso pra trás também.
A tal positividade tóxica. Conhece? 
Onde a gente quer que todo mundo seja feliz, motivado, otimista e good vibes 24h por dia sem respeitar o direito de escolha de ninguém.
E deixa eu deixar claro aqui que até mesmo as pessoas mais positivas que eu conheço tem dias ruins. Isso é normal!
Não adianta a gente tentar levar uma caixa de lápis de cor com 3270 cores para alguém que só quer um simples lápis cinza. É preciso entender as etapas em que cada um de nós está e estamos interferindo os processos do outro quando tentamos obrigá-lo a ver com os nossos olhos.
Ainda que a gente tente provar que existem motivos pra ter esperança, fé ou que o mundo é bem mais bonito do que parece, não irão nos ouvir.
Ainda que a gente fale qualquer coisa boa, eles terão 10 ruins pra rebater nossos argumentos.
É preciso vivenciar. Só ouvir não basta. 
No fim a gente só perde energia e eles continuam seguindo no processo deles, e no ritmo deles e ainda nos sentimos mal e frustrados por não ter conseguido ajudar.
Mas que ajuda é essa? Será mesmo que a pessoa precisa de ajuda ou nós que estamos sendo vaidosos de achar que sabemos o que é melhor para o outro?
Um grande desafio é aprender a viver a nossa vida plantando as sementes e seguindo em frente sem expectativas de quando irão florir, se irão florir e se vamos ver as flores algum dia.
É preciso plantar esperança, amor, bondade, positividade e coisas boas todos os dias mesmo que os frutos não apareçam.
Nós não somos melhores do que ninguém e nem temos mais conhecimento do que ninguém. 
Não importa a quantidade de diplomas ou de vivências que cada um tenha. 
TODOS em essência somos luz. TODOS somos mestres. TODOS estamos aqui com uma missão e estamos convivendo nesse planeta por um motivo.
Que a gente não seja traído pelo ego e pela vaidade vazia que só servem pra nos enganar e nos desviar de nossa verdadeira missão que é viver, ser feliz e transcender as nossas próprias limitações e sombras.
O que a gente espalha pro mundo, retorna. É nisso que eu acredito.

Seguimos! 🌟

O nosso tempo é precioso

sábado, 14 de setembro de 2019


É tempo de prestar mais atenção nas nossas ações.
O que o outro faz não nos interessa. É caminho dele. Apontar erros dos outros é perder tempo, meus irmãos.
Enquanto estamos falando mal do outro e ficamos julgando o que ele fez nós paramos o nosso passo! Ficamos lá que nem uma árvore observando o que o outro está fazendo e esquecemos de fazer o nosso.
Isso está certo? Não!
Vamos nos concentrar em nossos acertos, na nossa própria caminhada! Nas nossas curas e nos nossos aprendizados!
É preciso desenvolver cada vez mais a nossa consciência para escolher o bem nas situações mais adversas que se apresentam e seguir em frente.
Cada um tem seu caminho e não podemos caminhar o caminho do outro.
Respeitemos e acolhamos os nossos companheiros desse mundo ao invés de ser os que jogam as pedras.
Nem sempre será fácil, mas a gente pode treinar o nosso olhar e oferecer empatia ao invés de ódio.
Luz pra todos nós! ✨

A energia da escrita

quarta-feira, 11 de setembro de 2019


Escrever sempre foi algo vital pra mim.
Cadernos, diários e agendas foram preenchidos com trilhões milhares de palavras e sentimentos.
Ontem enquanto revirava meus escritos encontrei coisas lindas e, também, coisas que me machucavam muito na época.
Muitas dessas coisas lindas hoje são realidade e isso me fez chorar porque na época eram apenas sonhos distantes (muito distantes mesmo da minha realidade).
Já as coisas "não tão boas assim", hoje, graças a Deus, em sua maioria já não fazem mais parte da minha realidade e eu senti gratidão imensa por ter deixado elas no passado. Outras dessas ainda causam dor.
Então eu fiquei pensando sobre a energia das coisas que eu escrevi e ainda escrevo.
Pensando pelo lado "lógico" assim como as coisas boas continuaram vibrando no universo e se tornaram reais, as negativas também continuaram.
Afinal, se eu mesma escrevi, a energia tem a mesma intensidade. E, talvez, as negativas foram até mais intensas. 
Então isso, pelo menos pra mim, tem ligação direta com mágoas que ainda hoje não consegui vencer totalmente.
Escrevam, meus caros amigos de caminhada.
Escrever é terapêutico e nos traz muitas curas.
Escrever acalmou o meu coração várias e várias vezes.
Uma das coisas que eu penso é que nossas folhas de papel estão sempre disponíveis para que possamos desabafar e, o melhor de tudo, elas nunca nos julgam. Nunca mesmo. 
É algo realmente mágico e absolutamente todas as vezes que eu escrevo me sinto melhor.
Hoje resolvi tomar uma decisão de não guardar mais as coisas ruins em meus cadernos.
Escrever, desabafar e descartar o negativo. 
Para uma pisciana acostumada a escrever diários sofridos na adolescência esse é uma passo bem importante. 
Uma nova jornada para mim se inicia.
De tempos em tempos precisamos olhar para velhas coisas que precisamos descartar pois não queremos mais aquela energia em nossas vidas.

É preciso mergulhar pra curar

segunda-feira, 2 de setembro de 2019


O caminho da evolução é bem louco.
Ele nos faz enxergar coisas que muitas vezes não queremos ver.
Eu já mergulhei e bati de cabeça para destruir minhas certezas tantas vezes que não cabem nos dedos das mãos.
Eu mergulhei pra me curar.
Eu mergulhei pra entender dores que eu julgava pequenas.
Eu mergulhei pra ver um mundo que eu não sabia que existia.
Eu mergulhei pra me ver vulnerável, pra aprender a pedir ajuda.
Eu mergulhei pra perceber que tem coisas que aos meus olhos parecem ruins, mas que são importantes para a evolução tanto minha quanto daqueles que eu amo.
Esses mergulhos me trouxeram dor e eu chorei. Muito. Foram dias e dias de sofrências piscianas.
Além das dores, esses mergulhos me trouxeram uma empatia que antes eu não tinha. Me trouxeram uma visão que eu jamais teria se tivesse ficado nadando na superfície.
Eu continuarei mergulhando. Agora já não há outra alternativa.
É preciso curar que está dentro primeiro.
A força que isso nos dá pra ver o que está fora e poder agir não há como descrever.
Ela só pode ser sentida.