Quando chorar faz bem

segunda-feira, 14 de outubro de 2019


Tem certas emoções que a gente não consegue guardar.
Tanto dores quanto alegrias são capazes de despertar as nossas lágrimas.
Fomos ensinados que chorar é para os fracos. Os meninos da minha época foram proibidos de expressar suas dores através do choro porque era "coisa de menina".
As meninas, por sua vez, aprendiam que chorar era porque nós somos mais sentimentais que os homens.
Quantas coisas sem sentido nós aprendemos quando somos crianças...
Quem foi que inventou essa ideia absurda de que chorar é para os fracos? Alguém que não tinha coração certamente. 
"Engole o choro!"
"Chorar é coisa de trouxa."
"Homem não chora."
"Você precisa ser mais racional."
Frases assim são repetidas diariamente reforçando a ideia de que chorar é algo ruim.
Mesmo com o coração apertado a gente tenta não chorar. 
Chorar na rua então? Nunca! Que vergonha seria!
Se tiver que chorar, então que seja em casa. No quarto. Sozinho. Ou pelo menos foi isso que muitos de nós aprendeu.
A gente não chora por ser fraco. A gente chora porque guarda dores e sentimentos demais.
E o choro vem justamente pra nos ajudar a colocar tudo pra fora. É cura. É limpeza. É a nossa alma dizendo que está tudo bem doer, mas que temos que por pra fora isso.
Eu sempre fui chorona e me achava fraca por isso. Tinha vergonha de ser sentimental.
Na adolescência era chamada de EMO e era mesmo. Aliás até hoje eu ainda sou. haha
Aos poucos eu fui aprendendo que eu nunca chorei por ser fraca ou boba, eu sempre chorei quando o meu coração estava transbordando seja de tristeza ou de alegria.
Então hoje, pra mim, chorar é para os fortes. É para aqueles desde sempre foram preparados para se tornarem pedras, mas não se renderam e escolheram sentir.
Chore mais. Limpe as tristezas, as mágoas, as raivas. 
Você não é fraco quando chora.
Dê a si mesmo esse direito. Se acolha mais.
Depois de todas as vezes que eu chorei (e ainda choro) eu sempre me senti mais leve. 💖

sobre amizades que combinam com a gente de verdade

sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Quantas vezes a gente já fingiu ser algo que não era pra manter amizades ilusórias em nossas vidas?
O medo de ser verdadeiro e de mostrar nossas sombras nos faz criar um personagem. Esse afasta as pessoas que gostariam realmente de nós e traz aquelas que gostam do falso eu que criamos.
Quando nos mostramos, quando tiramos nossas máscaras o que sobra é o nosso verdadeiro eu.
É esse EU que traz as pessoas que tem a ver com a nossa alma de verdade.
Foi perdendo cada vez mais o medo de ser eu mesma que eu consegui amigos que gostavam de mim exatamente como eu sou.
Foi tirando as minhas armaduras primeiro que eu mostrei para aqueles que chegaram perto de mim que eles poderiam tirar as armaduras deles também.
A vida é um eterno aprendizado.
Antes eu dependia dos meus amigos pra ser feliz, pra me sentir útil e, muitas vezes eu fingia ser algo que não era pra agradar por medo de ser deixada de lado. Fingia que estava tudo bem estar disponível 24h por dia sempre pronta pra ajudar.
Uma hora eu cansei.
No longo caminho percorrido nessa existência tenho aprendido que temos que ser felizes sozinhos pois só assim o que vem dos outros nos transborda.
Esses são os amigos que tenho hoje: os que transbordam.
Não somos perfeitos.
Temos nossas esquisitices e não são poucas.
Rimos de piadas sem-graça para o resto.
Falamos de sentimentos, política, religião, e sobre o futuro. 
E no fim de tudo isso vamos para os nossos jogos e juntos desbravamos novos cenários enquanto rimos da vida.
Se eu tivesse que passar por todos os aprendizados e cair todos os tombos que eu caí até ter XP suficiente pra encontrar cada um deles, eu passaria tudo de novo.

Exercício do Espelho de Louise Hay

quarta-feira, 9 de outubro de 2019


A gente sempre escuta "você precisa se amar mais!"
Tem também aquela frase bem famosa "se você não se amar, ninguém vai te amar".
Mas como a gente começa? Por onde?
Pelo externo ou pelo interno?
Comece pelo básico: falando "eu te amo" pra si mesma.
Por parecer simples nosso ego vai tentar nos convencer de que não vale nada ou de que não fará uma grande diferença na nossa vida, mas não é verdade.
Foi assim que eu comecei.
Descobri um dos exercícios da Louise Hay famosa autora reconhecida mundialmente e pioneira do gênero autoajuda da literatura e de quem eu sou fã 💖.
O tal exercício parece bem fácil e simples pois tudo o que temos que fazer é repetir em frente ao espelho:
“Eu te amo, eu te amo de verdade”.

Pensei: isso aí é moleza, vou testar pra ver no que dá. 
E eu estava totalmente enganada e foi muito mais difícil do que poderia imaginar. 
Parecia que minha mente ía criando artimanhas pra se sabotar no exercício como, por exemplo, começar a buscar imperfeições no meu rosto e desviar a minha atenção. 
A gente não tem o costume de dizer o quanto gosta da gente mesma. Pelo contrário, estamos sempre passando por espelhos tentando reparar no que pode ser melhorado.
Então eu recomeçava o exercício e olhando diretamente nos meus olhos eu dizia: “Eu te amo, eu te amo de verdade”.
Tinha dia que eu senti raiva, em outros paz, compaixão, amor e até tinha dia que eu não senti absolutamente nada.
Mas em muitos eu chorei.
Outra afirmação que Louise indica para nos ajudar a desenvolver o amor por nós mesmos é:
"Eu te amo, eu te amo de qualquer jeito!"
Segundo ela essa é uma afirmação que nos ajuda naqueles momentos em que algo deu "errado" ou algo que não nos agradou, sabe? Ela nos relembra de que tudo em nossa vida passa, mas o nosso amor por nós mesmos não.
Quando a gente passa muito tempo sem gostar de si, esse exercício parece meio falso. É mais ou menos como como falar eu te amo pra um estranho por isso pode ser meio esquisito no começo então é preciso insistir.
Uma coisa eu sei: nossa alma esteve esperando a nossa vida toda pelo nosso amor e ela vai saber esperar o tempo que for pra que a gente se sinta pronta de verdade.
Um fato é que parece que estamos sempre colocando empecilhos e metas pra nos dar amor. 
O amor não é uma condição, é um direito de todos nós.
Não precisamos esperar até perder peso, ou até ter um bom emprego, ou uma boa casa pra ter orgulho de nós mesmos e nos amarmos. Dá pra começar a dar pequeninos passos agora mesmo.
Fica aqui o convite pra você tentar esse exercício caso sinta no seu coração que deve. 
Não custa nada. 💖

Como diminuir o tempo no Instagram

segunda-feira, 7 de outubro de 2019


Faz um tempo que eu instalei um aplicativo de monitoração do tempo no celular pra ver o quanto dos meus dias eu perdia usando o tal aparelhinho.
Não tive a menor surpresa ao me deparar com os resultados onde certa de 80% do tempo que eu ficava no celular era no Instagram.
E eu decidi que precisava fazer alguma coisa pra reverter essa situação. É a minha vida sendo perdida. Pera lá que eu é que mando! haha
E aqui estão algumas das coisas que eu fiz:
1) Fiz a limpa nos perfis que eu seguia. Tinha muitos perfis que não tinham mais nada que me interessava e até de gente que não postava há séculos.
2) Silenciei stories de vários perfis: isso ajudou muito! tem horas que a gente tá lá nos stories e vão vindo um atrás do outro e o tempo só vai passando e prendendo nossa atenção em coisas que não fazem a menor diferença na nossa vida.
3) Deixei de seguir várias lojas e assinei a newsletter: isso já ajuda na otimização da minha timeline. Ao invés de anúncios de produtos ficarem pulando na minha tela, agora aparecem os perfis que de fato eu gosto de ler.
4) Deixei de seguir os perfis maquiados: eu não tenho tempo pra ficar vendo perfis que eu sei que são 100% fora da realidade. Onde é tudo perfeito demais e nem os que pregam aquela good vibes tóxica que mais fazem com que a gente se sinta mal do que bem.
O Instagram causa danos psicológicos a milhões de pessoas que ficam o tempo todo comparando seu mundo real com o mundo perfeito mostrado lá. E eu não nego que várias vezes já peguei me comparando também. Quem nunca não é mesmo?
Hoje eu escrevo meus posts quando tenho vontade. Gosto de deixar eles lá.
Mas depois de alguns minutos eu saio e vou tratar de fazer outras coisas.
As redes sociais são uma maravilha, mas quando elas começam a nos atrapalhar e a roubar o tempo de nossa vida real é hora de repensar nossos hábitos.
Boa semana. 💖

Consciência de quem somos de verdade

sexta-feira, 4 de outubro de 2019


Entendendo o real valor que cada um de nós temos há a libertação de muitas ilusões.
Os elogios e as críticas chegam até nós e vão perdendo cada vez mais o valor. Sim, ambos.
Porque a medida em que ficamos cada vez mais íntimos de nós mesmos vamos aprendemos a nos apoiar e ver quem somos ao invés de sempre esperar a aprovação do outro.
É um reconectar com a nossa essência, com quem nós somos de verdade.
O outro nunca nos vê exatamente como nós somos a não ser que ele seja evoluído e completamente isento dos julgamentos advindos do Ego.
Não seu você, mas eu não costumo achar muitos por aí.
As pessoas "normais" em nossa sociedade sempre nos vêem com os filtros de julgamento que elas possui sejam lá eles para o bem ou não. E isso tem a ver com elas e não conosco.
A gente se engrandece demais quando um elogio chega ainda que saiba bem lá no fundo que, muitas vezes, ele é falso ou automático e não vem do coração de quem o fez. Por que?
Do mesmo modo, a gente se menospreza demais quando uma crítica chega ainda que saiba que muitas vezes, em 99.99% delas eu diria, é só um despejo de lixo daquele que a fez em nós. Por que?
Por que estamos sempre dando o poder ao outro de nos dizer o que somos ou o nosso valor se, no fundo, eles não sabem nem quem eles realmente são?
Por que é tão mais fácil criticar alguém do que reconhecer o que precisa ser mudado em nós?
Por que é tão mais fácil elogiar alguém (e até bajular) do que reconhecer o brilho em nós?
São tantas perguntas...
Seguimos aprendendo.

Benefícios da Meditação

quarta-feira, 2 de outubro de 2019


Entre aprendizados e recomeços sigo meditando.
Faz um tempo que comecei a praticar e ainda continuo aprendendo mais e mais sobre essa maravilhosidade.
Quando eu escrevi sobre a meditação lá em 2016 era tudo muito novo pra mim e em 3 anos eu fui me familiarizando com ela.
Aos poucos eu fui aprendendo "segredinhos" para silenciar mais a mente na hora das práticas e um deles foi prestar atenção na minha respiração.
Eu gosto do silêncio pra me reconectar comigo mesma, mas também gosto das meditações guiadas. Ambas são muito úteis e ótimas para mim.
Com o tempo fui percebendo algumas melhorias:

  • Menos estresse: teve uma época que eu estava com um estresse tão medonho que qualquer coisa por menor que fosse já virava um caos e me irritava muito. Eu "explodia" com coisas mínimas e hoje eu estou bem melhor.
  • Adeus a insonia: o meu sono melhorou muito, ainda mais no último mês que foi quando eu comecei a realmente ter uma dedicação maior a meditação. A insônia hoje passa bem longe de mim.
  • Menos ansiedade: isso melhorou muito! A meditação me ajuda a voltar para o momento presente quando eu começo a divagar demais sobre o futuro.
  • Menos pensamentos negativos: a mesma coisa da ansiedade, quando eu medito e volto a minha atenção pro agora os pensamentos vão sumindo. A cada respiração eles ficam cada vezes mais distantes até que somem e eu consigo o silêncio.
  • Menos discussões: já fui bem brigona, o tipo que não leva desaforo pra casa, mas hoje, em 95% dos casos, eu olho a situação e penso: ah quer saber? não vou perder meu tempo, vou é meditar que eu ganho mais.

Como eu gosto sempre de dizer todos podemos meditar basta dar o primeiro passo.
Não é preciso se cobrar uma mente vazia e zen na primeira tentativa e nem na milésima.
A gente (vamos excluir os iluminados dessa lista, ok?) tá cheio de lixo emocional acumulado e eles vão vir. E está tudo bem! Nós somos humanos!
Tem dias que a gente dorme no meio das meditações. Isso também é normal!
Os pensamentos vem, mas o importante é não desistir ou achar que está fazendo errado.
Basta lembrar que nós somos céus e os pensamentos são como nuvens.
Quando um pensamento chega durante a meditação a gente não questiona e nem se apega ele, a gente simplesmente tem que treinar pra deixar ele só passar por nós e não ficar.