As cobranças do mundo zen

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Vamos falar mais uma vez de comparações e expectativas.
Desde que eu comecei a me interessar por esse "lado mais zen da vida" comecei a tentar ser mais otimista e eu realmente alcancei isso e continuo seguindo em frente.
Pois bem.
O mundo zen/good vibes/gratiluz começou a me despertar certos questionamentos.
É tudo sempre tão lindo, todo mundo vibrando luz, amor e paz 24 horas por dia e eu, pobre mortal, estou bem longe dessa realidade.
Acredito que não sou só eu que me sinto assim.
Uma vez que a gente comece a meditar ou mergulha no autoconhecimento parece que as pessoas já nos associam com esses seres evoluídos que tem gratidão até quando tem dor de barriga.
E é justamente aí que os outros se acham no direito de apontar o dedo na nossa cara cheios de expectativas e dizer: "mas você medita, não pode sentir raiva", "mas você ouve tanto mantra e faz ho'oponopono e se estressa?"
Opa... pera lá!
É tudo um processo.
Quando a gente entra nesse estrada louca das expectativas dos outros o nosso ego, que quer ser aceito de qualquer jeito, vai cobrar cada vez mais e mais uma perfeição absurda e, na maioria esmagadora das vezes, inalcançável.
Resultado: frustrações e mais frustrações.
As cobranças dos outros atrapalham se nós permitirmos que elas invadam o nosso espaço, mas a nossa cobrança... ah essa bate fundo.
Começamos então a nos julgar por atitudes humanas que temos diariamente como aqueles 10s de raiva quando batemos o dedinho no pé da mesa.
E o ego vem na velocidade da luz ou quem sabe de um cometa "Olha aí você com raiva, eu sabia que você não melhorou nada!"
Se isso acontecer eu sugiro que você repita essas palavras: CALA A BOCA!
E siga com a certeza de que nada do que aprendemos é em vão.
A não ser que sejamos seres iluminados não tem como manter a vibração alta o tempo inteiro.
Nós vamos oscilar várias vezes durante o dia por uma série de fatores externos e internos.
E o que a gente faz quando oscila entre essas vibrações?
Conheço 2 caminhos básicos:

  • Renegar: apelar para o escapismo, fingir que não sentiu nada e procurar outra coisa qualquer pra fazer e distrair a mente pra não entrar em contato com o que pode ser considerado nossa sombra.
  • Reconhecer: sentir o que está sentindo naquele momento e entender o porquê e o quê isso quer nos ensinar pra, assim, transformar aquilo.
Ah e tem também aqueles "de repentes" como dizia a minha avó como o dedinho batido na mesa. 
A gente xinga e segue a vida. 
Faz parte. Isso, também, é ser humano.
Ninguém é mais evoluído que o outro.
Se alguém medita 8h por dia, se não come carne, se não fala palavrão é uma escolha de cada um.
Cada um faz o seu caminho.
O problema não está nas escolhas que nós fazemos, mas, sim, em querer que todos sigam um mesmo padrão. 
Muitas pessoas que nem sabem o que é meditar ou mantras ou seja lá o que for vivem a vida com a verdade de alma e são felizes.
E, na minha humilde opinião totalmente sujeita a erros, a verdadeira felicidade nos aproxima de Deus mais do que qualquer técnica.
Nosso compromisso é com a nossa verdade e não com as cobranças do nosso ego e muito menos com as expectativas dos outros.

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