Os muros que a gente mesmo vai construindo pra se proteger

by - janeiro 13, 2020

Desde pequena eu gosto de ser mais reservada.
Gostava mesmo de ficar em casa, de escrever nos meus diários e criar histórias mirabolantes com meus brinquedos, de sonhar acordada, de jogar e de ver meus filmes e séries favoritos... mas eu também gostava muito de passear com meus pais, principalmente para os lugares onde eu tinha mais contato com a natureza.
Não foi nenhuma surpresa quando fiz esse teste lá no blog da Claudinha e a resposta foi que sou introvertida obviamente. haha
A verdade é que eu não vejo nada de errado em ser introvertida.
Eu gosto realmente de ficar sozinha uma boa parte do meu tempo e em casa com meu cachorro ouvindo meus mantras ou testando novas receitas e sou mais calada mesmo.
Bom, eu sou mais calada com quem não conheço porque muitas vezes tenho a sensação que falo até demais! haha
No final do ano passado eu acabei notando que isso estava ultrapassando os limites.
Limites esses que eu mesma acho que são saudáveis pra mim.
No ano de 2019 eu saí pouquíssimas vezes de casa e quando eu falo poucas são poucas mesmo.
Eu não nego que após alguns bons tombos que acabei atraindo com amizades a minha vontade de socializar foi diminuindo cada vez mais até chegar a um ponto em que, de fato, eu me vi vivendo em uma bolha de pessoas que eu amo e com as quais na maioria das vezes eu encontro paz, amor e harmonia. Sim, bem hippie mesmo, mas é real.
E eu amo essa bolha, ah como eu amo...

Mas se eu amo ficar em casa, a minha bolha e não ligo de ser introvertida então qual é o problema nisso tudo?

Vou listar só duas coisas, mas que, pra mim, são bem importantes pra eu saber porque tem algo errado nisso tudo:
  • Me isolar do mundo não é o melhor nem pra minha saúde mental e nem física afinal eu penso que nosso aprendizado e evolução aqui também acontece pelo encontro com o diferente, pelo embate com novas e diferentes ideias que nos fazem repensar uma séries de coisas. 
  • Eu gosto de sair e de ver o mundo, as pessoas, o tempo, os animais pelo caminho e não quer dizer que eu saia interagindo com todo mundo. Eu simplesmente gosto de observar e ver a vida sendo bonita e encantadora em suas minúcias diárias. 

A realidade é que eu fui me isolando cada vez mais do mundo pra me proteger. Fui excluindo tudo o que me feria e isso foi levantando muros já que eu não queria nem tentar socializar com ninguém e só o que eu tinha já estava ótimo.
E a quem esses muros todos estão prejudicando.
Exato. Somente a mim mesma.
Eu valorizo muito o conceito de distância saudável que aprendi com Arly Cravo. Pra mim que muitas vezes caio na armadilha de ser uma esponja do mundo (o que não tem nada de bom, é só péssimo pra quem é mesmo) esse movimento de me respeitar e ter contato com aqueles que realmente me fazem bem é vital.
Mas até que ponto eu tenho usado isso como algo negativo e uma desculpa bem apropriada pra me isolar do resto do mundo?
É tão confortável ficar no nosso mundinho e ignorar o resto...
Se tem um desafio que eu vou me propor esse ano é o de voltar a sair mais de casa, mas não como antes que eu me obrigava a ir em eventos que eu realmente não queria.
Eu quero e vou me desafiar a sair de casa pra ir onde eu tenho vontade e o coração pede, mas a preguiça, o medo do desconhecido e até mesmo o desânimo tem me impedido de ir.

E já comecei alguns movimentos.
Na sexta-feira passada eu saí com a minha afilhada e minha prima porque eu queria comprar um planner.
Fomos a Madureira (um bairro famoso da zona norte e cheio de lojas aqui no Rio de Janeiro) e que eu adoro.
Quando cheguei em casa após andar o dia todo, meus pés estavam doendo absurdamente, mas a felicidade que eu estava... ah gente. Que felicidade!
Foi justamente nesse dia que eu me dei conta do quanto eu sentia falta de ver e viver, também, no mundo lá fora.
Que a gente construa menos muros.
Que a gente se sinta livre pra fazer o que gosta.
A vida passa tão rápido... Não vale a pena nos fechar pro mundo só porque algumas experiências não foram boas.
É seguir em frente. É olhar para o hoje e pensar: como eu posso me fazer feliz agora?
Bom, pelo menos é assim que estou pensando nesse mês de janeiro.

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2 comentários

  1. Oi Vivi! Eu acho que já falei isso em outro post, mas me identifiquei muito com seu texto. Eu também tenho essa sensação de estar vivendo numa bolha, mas que é tão confortável. Só que tem lá seus problemas mesmo. Uma coisa que eu ando fazendo bastante é sair sozinha. Passar uma manhã na cafeteria, fazer compras sozinha. Acho que é uma boa forma da gente (introvertidas) não nos sentirmos muito pressionadas e fazermos o que quisermos no tempo que acharmos melhor.

    Ah e eu também adoro ficar observando o ambiente. Acho que é super inspirador hehe

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    1. É isso que eu tenho pensado Claudinha! Até fiz uma listinha aqui dos lugares que gostaria de tentar ir sozinha.
      No nosso tempo vamos saindo da bolha e explorando o mundo ♥

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Me diz o que você achou desse post? :D