4Lessons - Abril2020

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Mais um mês em quarentena e que mês foi esse?
Quantas coisas que estamos aprendendo e quantas máscaras estamos vendo caindo em vários lugares. Chega a ser assustador! O jeito é apertar os cintos e continuar na montanha-russa que estamos enfrentando sem muitas expectativas.
E os principais aprendizados desse mês foram:

1- Tomar chá é melhor do que eu imaginava

Em vários momentos esse mês o meu chazinho de camomila foi o melhor remédio. Lidar com essas coisas todas acontecendo ao mesmo tempo não está sendo fácil nem mesmo pra mim que quase não me informo sobre o que acontece no mundo.
E o simples ritual de fazer meu chá e ter esse momento pra mim enquanto leio um livro tem sido um verdadeiro item necessário pra diminuir a minha ansiedade. 
Nesse mês chá virou parte do meu kit de sobrevivência com certeza.

2 - Eu sou alguém melhor quando ouço meus mantras

Ter me distanciado dos meus mantras foi um erro ainda mais nesse tempo doido. Voltar a ouvir e a cantá-los tem feito uma diferença incalculável no meu dia. Eles me ajudam a recuperar a fé quase que instantaneamente e a liberar as lágrimas que muitas vezes eu ainda guardo de dores que não reconheci e ignorei. 

3 - A beleza por fora também importa

Assim que eu resolvi entrar pra esse caminho do autoconhecimento e a cuidar mais dos sentimentos, do meu interior, eu confesso que acabei me descuidando na parte de fora.
Aqueles cuidados como rotina com a pele, unhas e cabelos eu fui deixando de lado e fazendo só o básico mesmo.
Mas essa vontade de cuidar do externo parece ter voltado até porque a gente não deve mesmo se prender a regras de beleza ou padrões e nunca devemos esquecer que cuidar do mental, espiritual é ótimo, mas se temos um corpo é importante cuidar dele também além de ser ótimo quando a gente se olha no espelho e não nos sentimos mal com o que vemos.

4 - O limite entre doar-se e sacrificar-se 

Esse tempo de quarentena está sendo desafiador para a minha família porque estamos com alguém doente em casa não com o COVID, mas com um problema físico causado pelo agravamento de varizes ou algo assim, eu não entendo muito bem essas "coisas de médicos".
Fato é que essa pessoa é a irmã da minha mãe e está bem abatida e como eu perdi a minha mãe faz pouco mais de 6 meses pode-se dizer que ainda não terminei o luto por completo (A verdade é que eu acho que não vai terminar nunca, só vai diminuindo a nossa tristeza. Ciclos.)  e ver a minha tia doente não me faz bem.
Todos os dias as minhas primas vem aqui na casa dela, que é do lado da minha, fazer os curativos.
Eu estava começando a me culpar por não ter força e coragem para ir até lá e resolvi ir.
Quando cheguei lá quase desmaiei de tanta aflição que me deu. E por que?
Quem eu estava querendo enganar? O que e pra quem eu estava tentando provar alguma coisa?
Eu me forcei a ficar em uma situação e depois fiquei pensando na diferença entre doar-se e sacrificar-se e percebi, pela milésima vez, que quando uma ação que nos fere além do que possamos suportar não é saudável. É preciso respeitar nossos próprios limites. E eu vez ou outra ainda me pego desrespeitando os meus. Acredito que seja um processo contínuo pra quem é empata.
E então fui tirando do meu coração essa sensação de fraqueza.
Cada pessoa tem suas qualidades e desde pequena essa de ficar perto de alguém machucado não é uma das minhas. Eu simplesmente fico tão apavorada que desmaio.
E comecei a ver no que eu posso realmente ser útil. Em um hospital, por exemplo, nem todo mundo está apto a fazer uma cirurgia, mas todos são importantes em suas funções.
Talvez me falte um pouco isso ainda: saber no que realmente eu posso ajudar ao invés de só agir 100% pela emoção.
Vou aprendendo pelo caminho.

Que Maio seja leve e com boas notícias para nós. Nosso mundo precisa de mais esperança. 💖

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