A grande diferença entre o que dizem e o que realmente somos

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Dia desses eu fui chamada de fria porque disse que não aturava mais pessoas que me faziam de depósito de lixo.
Sim, eu rompi com todas as pessoas que só se lembravam de mim pra reclamar, fazer drama e contar desgraças porque isso suga a nossa energia de uma maneira absurda e nós é que somos responsáveis por nos "defender".
Então eu fiquei chateada durante uns minutos e tentei argumentar, mas quando eu parei pra ver quem falou isso e a pessoa não sabe nada da minha vida e nem me vê há anos e quis tentar me mostrar como é que eu tenho que ser...
Se isso fosse há alguns anos atrás eu ficaria mal por dias e dias, mas dessa vez eu foi fiquei rindo sozinha porque não fazia o menor sentido aquela crítica já que eu me conheço o suficiente pra não dar mais importância pra qualquer julgamento mais.
E resolvi escrever sobre isso pra caso alguém passe pela mesma coisa e chegue até esse post também possa parar e ver com outros olhos a situação.
É impressionante como olhos nos julgam e bocas proferem palavras ofensivas disfarçadas de conselhos a respeito do que somos, aliás, a respeito do que acham que somos.
Sem demora e sem a menor empatia se apressam em dizer: "Você é muito isso." "Você deveria ser mais assim."
Eu já fui alguém que me importava com essas coisas, eu realmente me preocupava com a impressão que eu estava passando até eu perceber que tem pessoas e pessoas no mundo.
Um tipo de pessoa é aquele que conhece você, sabe como é e faz críticas construtivas sem projeção. Esses eu realmente me interesso em saber e de acordo com o que sinto resolvo o que faço com as críticas para evoluir.
O outro tipo é aquele que não sabe nada da sua vida e quer por que quer enquadrar você no que ele julga o ideal. E esses eu aprendi a ignorar porque não querem de fato que a gente evolua, o que querem é que a gente se sinta mal.
Antes quando alguém falava algo sobre mim que  eu sabia que era equivocado eu tentava consertar a visão da pessoa, tentava provar e argumentar que não era bem aquilo, mas hoje em dia eu não perco mais o meu tempo precioso com isso porque aprendi que era sempre em vão.
Mas e então como lidar com essas coisas hoje em dia de fato?
Eu deixo a pessoa falando sozinha. Isso mesmo. Deixo.
O que o outro vê e conclui sobre nós estará de acordo com a capacidade dele separar o real do que é achismo de acordo com as projeções que tem a nosso respeito.
E cá entre nós, quem de nós nunca julgou alguém e depois viu que estava errado? Eu já...
Pois bem.
Outra coisa que eu faço é investir meu tempo em autoconhecimento e eu posso afirmar que essa é uma ótima "defesa" contra esses "ataques".
Assim quando alguém diz que sou isso ou aquilo já não dói no ego como antes. Eu paro, penso e me pergunto:

  • Quem está falando de mim?
  • Essa pessoa me conhece o suficiente pra me julgar?
  • O que ela está dizendo é verdade? Eu realmente sou isso?

E assim eu decido se vale a pena eu ouvir algo ou não, se vale a pena eu investigar e melhorar ou se a pessoa nem sabe do que ela está falando de fato.
Muitas dúvidas inúteis entram na nossa mente porque nós mesmos não nos conhecemos o suficiente pra saber quem de fato nós somos, tanto as qualidades quanto os chamados defeitos.
De uma coisa eu sei, a vida é curta demais pra a gente dar ouvidos a quem não nos conhece e vem apontar dedos pra nós. A realidade é que quanto mais nós entramos em contato com a nossa verdade, e vemos que até mesmo nossos defeitos são parte de nós vamos aprendendo que ninguém tem como nos conhecer mais do que nós mesmos.
Somos apenas nós que vivemos a nossa vida 24 horas e não há ninguém que possa nos julgar.

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