Autoestima e Redes Sociais

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Hoje me peguei pensando sobre uma época da minha vida em que eu seguia perfis fitness para me inspirar a emagrecer. Eu perdia horas e horas vendo aqueles pratos de dietas e várias e várias dicas de exercícios.
E perdia essas horas por que? 
Simplesmente porque eu via tudo e era uma realidade tão distante do que eu queria e estava disposta a fazer que só me fazia cada vez mais mal ficar acompanhando esses perfis e eu não colocava nada em prática porque só de ver eu já achava tudo muito impossível.
Foram anos nessa obsessão por emagrecer vendo pessoas que não me inspiravam nem um pouco, aliás, elas me despertavam sentimentos que não me ajudavam em nada.
A inveja e a comparação eram constantes.
Eram sempre umas receitas sem graça pro meu paladar com coisas que não tenho acesso onde moro e quando tentava comprar as pessoas nem sabiam o que eram, sem contar os exercícios fora da minha realidade e preparo físico.
É claro que esses perfis inspiram milhões de pessoas diariamente, mas não eu não era uma dessas pessoas. Definitivamente não é nem de longe o meu estilo de vida.
Um belo dia eu vi um vídeo onde a pessoa falava que nós deveríamos seguir pessoas com corpos parecidos com os nossos. 
Eu decidi experimentar. Dei unfollow nas pessoas que faziam com que eu me sentisse mal e comecei a procurar pessoas mais parecidas comigo e com vidas mais perto do que eu chamo de realidade, sem aquele glamour e perfeição toda que estamos acostumados a ver todos os dias. 
E aqui cabe falar que o problema não está nelas e nem em mim, mas eu nunca me sentia representada. Era apenas uma meta que me fazia cada vez mais mal e só piorava minha relação com a comida.
Eu tinha finalmente encontrado pessoas com o corpo parecido com o meu e elas eram lindas e maravilhosas!
Esse dia foi um divisor de águas na minha relação comigo mesma.
Como é maravilhoso encontrar mulheres maravilhosas que realmente me inspiravam e que quando eu via uma roupa nelas eu sabia como iria ficar em mim sem ter que fazer sacrifícios pra isso.
Eu podia apenas ser como eu era, sem precisar perder peso e isso me deu um alívio surreal.
Como é bom me sentir representada. Fez e ainda faz muita diferença.

2 comentários

  1. Ai Vivi eu sempre falo, mas você sempre acerta o tema (ou eu que acerto de vir aqui). Super concordo com isso. Tinha uma época que eu seguia aquelas instagrammers viajantes e aquele pessoal que morava em vans. E apesar de ser inspirador, era meio depressivo olhar tudo aquilo e não estar vivendo daquela forma. É claro que eu ainda quero viajar, mas não com aquele glamour todo.

    Acho que é legal a gente seguir pessoas que nos inspiram sim a alcançar algo a mais. Mas também que seja possível de acordo com a nossa realidade, seja por etnia, saúde, dinheiro...

    Como sempre adorei sua reflexão!

    Obs. não tinha reparado na sua "religião" rs amei! Também vou me converter à ela hehe

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    Respostas
    1. Vamos dizer que nós duas acertamos então! haha
      Pra mim os melhores perfis são os que nos inspiram e também mostram que levam uma vida real além das belas fotos.
      Obrigada sempre, Claudinha!
      E venha para "religião" sim, sempre cabe mais um! haha ♥

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Me diz o que você achou desse post? :D