Abra os olhos do seu coração e veja os sinais

quarta-feira, 14 de outubro de 2020


Cheguei ao dia 14 de outubro de 2020.
Consegui "sobreviver" aos 365 dias desde que minha mãe partiu.
Por mais louco que pareça hoje faz 1 ano que minha mãe deixou esse plano. 
Sem despedidas. Sem alarme. 
Em um dia comum ela apenas partiu.
Minha mãe era uma leonina que detestava tirar fotos por mais raro que isso pareça, pode acontecer.
Nós duas temos bem poucas juntas pra falar a verdade e não faz muita diferença já que, de fato, os melhores momentos que tivemos estão registrados todos na minha memória e no coração e não caberiam em foto alguma.
Quando eu lembro da minha mãe sempre vem a imagem de uma Leoa que é como eu sempre a vi e continuo vendo.
A Leoa que defendia sua cria e seus entes queridos com unhas e dentes de tudo e de todos que chegassem perto tentando fazer mal ou que ela com seu sexto sentido já previa que num era lá muito confiável.
Um dos maiores ensinamentos que ela me deixou foi de que o invisível é tão importante quanto o visível e isso tem se tornado cada vez mais nítido na minha vida a cada dia que passa.
Com uma fé em mãe Maria e em Jesus que eu jamais vi igual, com os "banhos de folhinhas" e seus chás milagrosos pra tirar o mau olhado e equilibrar as energias, com seu Buda na estante e seus cristais coloridos, com seus incensos cheirosos... minha mãe me mostrava que espiritualidade não tem uma lógica ou um único caminho.
E foi assim que eu cresci e aprendi a enxergar esse grande pilar da minha vida.
Integrando saberes e sentimentos como ela me ensinou desde bem pequenininha.


Seria uma grande mentira se eu não dissesse que vez ou outra eu choro de saudade, muita mesmo, mas ela sempre dá um jeito de me mostrar que não estou sozinha.
Aliás dia desses quando eu terminei de faxinar a casa e estava sentada no sofá da minha sala eu chorava e falava: "ah mãe eu queria tanto que você estivesse aqui...".
E é aí entra o tal invisível que eu acredito, as conexões além da nossa lógica, os sinais para quem abre o coração e consegue ver além:
Veio no meu coração a ideia de clicar um grupo do Telegram para ver as mensagens que eu não via há bastante tempo.
E lá estava o sinal.
E esse tal sinal era singelo e se eu não entendesse não seria a filha mística da Dona Maria: uma música, mas não era uma música qualquer.
Era a música para nossa senhora Aparecida que a minha mãe cantava todas as vezes que fazia faxina na casa desde quando eu era bem pequena.
👩‍👧Ela está aqui.
Sempre vai estar.
Comigo e em mim.
Quem acredita sempre vê os sinais.
Peça, abra o seu coração e esteja atento.
Nós não estamos sozinhos. 💖

2 comentários

  1. Mês passado perdi minha segunda mãezinha, minha querida vó. A dor foi tão arrebatadora que tinha dias que eu não conseguia respirar, achava que não ia conseguir terminar o dia. Foi aí que comecei a ler sobre Budismo e formas de lidar com o luto, revivi meu blog (numa esperança de "preencher os meus dias") e acabei encontrando o seu tb, assim, nessas buscas por espiritualidade.
    Nem imagino como seja perder a "primeira" mãezinha, mas achei lindo você admitir que chora de saudade. E achei lindo também buscar as mensagens e áudios, porque às vzs fico pensando se sou boba de fazer isso, escondidinha na calada da noite.
    Muito obrigada por esse texto e sinta-se abraçada. Bjs

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    1. Kari, sinta-se abraçada também! Obrigada você por ler e me deixar saber que minhas palavras tocaram do lado daí.
      Não somos bobas por sentir essas coisas. Só as sente quem amou de verdade e quem ama nunca esquece.
      Aos poucos a dor da saudade vai ficando mais leve. ❤
      Beijos

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